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| Ciro descreveu a união com o grupo político do PL no Ceará como uma "federação de diferenças" (Foto: Reprodução/Redes Sociais) |
“Vamos lá, pública e claramente, não tenho nenhum compromisso programático com nenhuma força que esteja me ajudando”, afirmou o candidato ao Palácio da Abolição. “Não sou super-homem sozinho para resolver. Eu preciso construir maioria na Assembleia. Eu preciso ter deputados e senadores que endureçam a legislação”, acrescentou.
Ciro descreveu a união com o grupo político do PL no Ceará como uma "federação de diferenças", ao aliar figuras de espectros políticos que divergiram por anos, como o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil), o presidente da federação União Progressista, Capitão Wagner (União Brasil) e o presidente do PL Ceará, André Fernandes.
“Eu e o Tasso olhamos para a eleição passada. O Roberto Cláudio foi candidato a governador contra essa situação. O Capitão Wagner foi candidato a governador contra essa situação e, mais recentemente, na Prefeitura (de Fortaleza), o André Fernandes disputou como candidato quase vencedor contra essa situação”, lembrou Ciro.
“Qual foi o nosso papel de mais velhos nessa federação de diferenças completamente distintas? Usar o nosso prestígio, o acatamento, a respeitabilidade que nós adquirimos para tentar convencê-los de se reunirem todos, esquecerem as diferenças profundas e insuperáveis da questão da política nacional e nos reunirmos aqui ao redor de um projeto”, afirmou.
Ao
ser questionado sobre a pressão de alas ideológicas ou religiosas,
especificamente sobre o apoio da direita bolsonarista do Partido Liberal (PL),
o ex-ministro destacou que, caso eleito em outubro, o governo será laico,
promoverá a liberdade religiosa e seguirá os parâmetros do SUS e da legislação
vigente, sem ter cedido a exigências programáticas em troca de apoio.
“Nós precisamos mudar essa legislação e é isso que eu espero dos senadores Capitão Wagner e Alcides Fernandes. Mas nós estamos muito de acordo de que o governo é laico, de que o governo vai promover a liberdade religiosa, de que o governo vai promover a saúde do jeito que ela for necessária nos parâmetros do SUS e da legislação em vigor no Brasil”, finalizou.
Ciro afirmou aguardar a orientação do PSDB para definir quem apoiará para a Presidência da República.
Federação União Progressista
A respeito da possibilidade de judicialização da federação União Progressista sobre o apoio à sua candidatura, Ciro Gomes atribui a iniciativa a uma tentativa do senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT) de "ganhar a eleição na marra", por não possuir, segundo ele, candidato ou propostas sólidas.
“Faz seis meses que eles inventam isso, mas, só para informar à nossa imprensa, o primeiro candidato a requerer registro no TRE da sua candidatura, já com as atas todas prontas da coligação, toda com a indicação do vice Roberto Cláudio, do senador capitão Wagner, portanto, claramente já está resolvido, a ata está junta já pro TRE”, afirmou.
Sobre não ter o apoio do irmão, o senador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição na chapa adversária, ele disse ser uma "frustração grande e pesada", mas já "mofada".
“É, mas é uma frustração já mofada, já vencida. Frustração grande, pesada, porque você sente. Não é que você, enfim, não quero nem usar a palavra mais dura, nem mais forte, não, mas assim, a ingratidão dói muito, mas isso já passou”.
Tucano considera "fora de moda" ideia de mais policiais e viaturas
O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), criticou a visão tradicional sobre segurança pública aplicada ao combate às facções criminosas.
"A ideia aqui é tentar que as pessoas entendam, especialmente os políticos, que essa visão tradicional antiga, fora de moda, de que aumentar a viatura e aumentar a Polícia, a quantidade de policial, hoje o Ceará tem uma das maiores quantidades per capita de policiais do Brasil e as coisas só pioraram".
Ele prossegue: "O crime organizado, a facção criminosa, tem um modo de atuar que pede uma outra institucionalidade, um outro desenho institucional e outras políticas".
Ciro defendeu o uso de tecnologia de ponta, propondo que todas as viaturas tenham biometria e câmeras de reconhecimento facial. "E aqui começa nosso projeto. A ideia é fazer uma inteligência que vai ser altamente tecnológica".
"Todas as viaturas do Ceará serão embarcadas com a demonstração da biometria, todas terão câmeras com reconhecimento facial e nós temos que entender que, na base dessa inteligência, haverá um esforço comunitário", garantiu.
Ciro registra candidatura e apresenta plano de governo
Ciro Gomes (PSDB) foi o primeiro candidato ao Governo do Ceará a registrar candidatura e, com isso, apresentou o plano de governo. O documento, dividido em seis eixos, elenca a segurança pública como um dos pilares de ações de uma eventual gestão, com envolvimento de inteligência profissional e cooperação comunitária.
O plano afirma que enquanto o Brasil iniciou um "processo gradual de redução dos homicídios a partir de 2020, o Ceará permaneceu na contramão".
"Nosso governo terá como prioridade absoluta restabelecer a autoridade do Estado em todo o território", destaca o texto.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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