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| O TRE pode decidir para onde vai a Federação União Progressista no Ceará (Foto: Fabio Lima) |
Segundo: a decisão do TRE-CE em relação à chicana jurídica promovida por governistas em torno da federação União Brasil/PP, ainda que o estatuto da composição seja meridianamente claro sobre competências e haja chancela da direção nacional.
Terceiro: as tratativas finais da base do gestor petista e do senador Camilo Santana (PT) para estabelecer o desenho da chapa, cuja conclusão foi adiada porque Elmano admitiu que esperava desfecho do episódio implicando a federação.
Quarto: a convenção de Psol/Rede que deve apresentar nominata incluindo a deputada federal Luizianne Lins como concorrente ao Senado, com ou sem apoio do Abolição.
Quinto: a indicação das suplências de Capitão Wagner (UB) e Alcides Fernandes (PL) nas duas vagas de senador da chapa encabeçada por Ciro.
Nenhum desses processos está isolado. Por exemplo, o desenrolar do imbróglio da federação afeta a formação dos blocos, que interfere na balança das forças, alterando o cronograma das convenções.
O
que esperar da Quaest
É possível que, antes mesmo de pôr a vista sobre esta coluna no jornal, o leitor já tenha conhecido o resultado da nova rodada da Quaest para o Governo do Estado. Paciência. O que posso oferecer agora, escrevendo com tanta antecedência, é um imprudente exercício de adivinhação.
Antes, convém ponderar um par de coisas. A derradeira sondagem do instituto veio a público no final de abril passado, ou seja, três meses atrás. O contexto era bem outro: Ciro sequer tinha confirmado que era candidato – agora já está registrado no TSE como postulante, tendo Roberto Cláudio (UB) como vice.
Cotado como alternativa àquela altura, o nome de Camilo havia sido testado – não parece que isso volte a acontecer, salvo reviravolta. E, mais importante, a diferença então entre Ciro e Elmano era de nove pontos percentuais (41% a 32%) a favor do tucano no primeiro turno e de 11 pontos no segundo (46% a 35%), com margem de erro de três pontos.
Uma
aposta
Para a Quaest de hoje, nada sugere que esse quadro tenha se alterado significativamente. Logo, que os resultados (nove pontos de distância no primeiro e 11 no segundo turno) se afastem tanto assim do que se viu naquele mês.
Sem campanha nas ruas, tanto Ciro quanto Elmano se empenharam no que já vinham fazendo nesse intervalo – o tucano articulando apoios para o seu palanque e o petista apresentando seus feitos. Há somente duas mudanças com potencial para mexer com o humor do eleitorado.
Uma: Camilo é carta fora do baralho. A outra: Ciro de fato é o candidato da oposição – em abril, a possibilidade de que tentasse a Presidência, embora remota, ainda se projetava no horizonte. Assim, a rodada desta quinta é a primeira que foi a campo com candidaturas consolidadas, sem o "fantasma de Camilo" de um lado (palavras de Cid) e, do outro, sem o risco de Ciro recuar da disputa pelo Executivo.
Corrida
pelo Senado
Um outro aspecto importante na nova pesquisa Quaest é a briga particular pelo Senado, sobretudo em razão dos lances mais recentes nesse terreno, a exemplo da promessa de Cid Gomes (PSB) de fazer um mandato a "quatro mãos" (?) com o candidato a primeiro suplente Júnior Mano, também do PSB.
Não
diria que se trata de um tiro no pé do Ferreira Gomes, mas é incerto o ganho
político que o ex-governador possa extrair ao sugerir aos cearenses que,
elegendo um pessebista para a Câmara Alta, na verdade estará levando dois.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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