27 de julho de 2026

Decisão da federação União Progressista pelo apoio a Ciro pode ser judicializado

União Brasil e Progressistas deliberaram pelo apoio a Elmano de Freitas, mas a Federação comandada por Wagner decidiu por apoio a Ciro (Foto: Whyn Castro)

O presidente da Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, o ex-deputado federal Capitão Wagner confirmou na manhã de ontem (26/07) o apoio à chapa do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) para governador. No entanto, a decisão foi motivo de divergência entre a Federação e os partidos que a compõem.

Já o presidente estadual do União Brasil, o deputado federal Moses Rodrigues afirmou que  houve divergência entre o que o União Brasil e o PP decidiram em suas convenções individuais, mais cedo no dia, e o que foi definido pela Federação União Progressista.

Segundo o presidente partidário, tanto a aliança com Ciro Gomes quanto a presença do ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) na vice-governadoria não foram de acordo com a decisão dos partidos integrantes da federação.

Explicando que a federação é um instrumento ainda muito novo, Moses esclareceu que, por a federação ser um instrumento muito novo, o apoio ao governador Elmano de Freitas (PT) na campanha dos governistas federados depende do parecer jurídico.

O parlamentar afirmou que a situação será analisada juridicamente pelo departamento jurídico dos partidos. No entanto, ele explica que a análise ocorrerá somente após a publicação das atas das convenções. Os posicionamentos constarão nas atas.

"Nós vamos analisar juridicamente o que pode ser feito quanto à questão das candidaturas proporcionais, caso tenha desalinhamento com as candidaturas majoritárias. Então, eu não posso responder exatamente o que vai acontecer, porque quem vai analisar a decisão, logicamente, é o departamento jurídico do partido", determinou o presidente estadual do União Brasil.

As convenções internas dos partidos União Brasil e Progressistas ocorreram antes da convenção da federação e deliberaram por unanimidade pelo apoio a Elmano de Freitas (PT).

Conforme explica Moses, ata apresentada na convenção pedia pela coligação com o Partido dos Trabalhadores, para uma eventual participação na chapa de Elmano.

Pedido também foi feito no documento registrado pelo Progressistas, sob a presidência do deputado federal AJ Albuquerque no Ceará.

As atas foram entregues ao comando da federação, no qual o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) ocupa. Wagner as recebeu, porém discordou do encaminhamento e confirmou o apoio a Ciro.

"Nós fizemos esses encaminhamentos durante a convenção e depois na convenção do União Progressista, que deliberou de forma diferente do que os dois partidos que compõem União Progressista", disse.

Moses destacou que a federação indicou nomes para a chapa majoritária, como o do ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil), "a contragosto" do União Brasil e do PP, que não aprovaram a composição em suas próprias convenções.

Desde a criação da federação União Progressista, ainda em 2025, o impasse sobre o apoio do grupo e o posicionamento da federação União Progressista no Ceará se arrasta há meses. O bloco é cobiçado pela base e pela oposição ao governador Elmano de Freitas.

O presidente do Progressistas, o deputado federal AJ Albuquerque, ressaltou que, no âmbito nacional, a orientação que está sendo seguida é a de manter a neutralidade. "O que está sendo encaminhado é para uma neutralidade, mas vamos aguardar acabar esse período aí de conversões", disse.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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A convenção que definiu apoio a Ciro

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