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| Reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas a pedido da Venezuela (Foto: John Lampaski) |
"Nenhum
Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a
independência política de outro Estado", declarou Ravina Shamdasani,
porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, em uma coletiva
de imprensa em Genebra.
As forças especiais dos EUA capturaram o presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, no sábado (3/1), em uma operação apoiada por bombardeios em Caracas.
Shamdasani rejeitou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar a intervenção militar no país caribenho.
Washington "justificou sua intervenção citando o histórico de violações de direitos humanos do governo venezuelano; no entanto, a responsabilização por violações de direitos humanos não deve ser alcançada por meio de uma intervenção militar unilateral que viola o direito internacional", enfatizou a porta-voz.
Ela também observou que o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos vem denunciando consistentemente "a deterioração contínua da situação na Venezuela" há uma década e que agora teme "que a atual instabilidade e a crescente militarização do país, como consequência da intervenção dos Estados Unidos, agravem a situação".
Publicado
originalmente no Correio Braziliense
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