5 de janeiro de 2026

União Europeia defende que "venezuelanos devem determinar seu próprio futuro"

Alain Berset alertou que a intervenção dos EUA na Venezuela acirra o risco de polarização em escala mundial (Foto: Anthony Anex)

Países membros da União Europeia divulgaram ontem (04/01), uma declaração defendendo a transição pacífica para a democracia na Venezuela e o “respeito à vontade do povo venezuelano”. Dos 27 integrantes do bloco, apenas a Hungria não assinou a declaração.

O documento também pede “calma e contenção de todas as partes” para evitar que conflito se escale. O presidente Nicolás Maduro, sequestrado por forças militares norte-americanas após o ataque em Caracas, “não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito”, segundo o grupo.

“Mantemos contato próximo com os Estados Unidos, assim como com parceiros regionais e internacionais, para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas”, afirma a União Europeia.

O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, alertou que a intervenção dos EUA no país acirra o risco de polarização agravada na Venezuela em escala mundial. “O direito internacional é universal ou não faz sentido”, afirma. “Um mundo regido por exceções, por dois pesos e duas medidas, ou por esferas de influências rivais é um mundo mais perigoso”.

Sobre as acusações feitas por Donald Trump, de que Maduro estaria envolvido no narcotráfico, os países europeus apontam que essas questões devem ser tratadas por meio da cooperação internacional.

O presidente venezuelano e a primeira-dama chegaram aos Estados Unidos ainda no sábado (3), onde  aguardam julgamento. Neste domingo, Trump voltou a ameaçar a Venezuela e outros países com novos ataques. 

Segundo o The New York Times, os bombardeios em Caracas deixaram pelo menos 80 pessoas mortas.

Ainda não foi apresentado um motivo para a Hungria não ter apoiado a declaração conjunta.

Publicado originalmente no Correio Braziliense

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