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| Cid destacou o compromisso com a reeleição do governador e frisou que o seu objetivo é o fortalecimento do PSB (Foto: Marcos Oliveira) |
De acordo com informações do colunista e correspondente do O POVO em Brasília, João Paulo Biage, o senador Cid Gomes descartou qualquer atrito com o ministro Camilo Santana, apesar de ter reafirmado a pouca proximidade com o petista.
“Eu não tenho arestas, não. Eu não aprendi ainda a não dizer a verdade. Então, tudo que eu falo é a verdade. A gente tem tido pouca proximidade ultimamente. Não tenho nenhum problema com ele. Nós fomos para um evento, jantamos juntos, mas enfim, conversa política não teve nenhuma não”, disse.
Cid ainda compartilhou que conversou “amenidades” com o ministro e ainda brincou ao afirmar que político “não fala só sobre política”.
Já a Elmano, o senador afirmou que destacou o compromisso com a reeleição do governador e frisou que o seu objetivo é o fortalecimento do PSB, mencionando o PDT como referência. Os dois almoçaram juntos na última sexta-feira, 27.
“Com o governador Elmano, eu disse para ele: ‘Olha, governador, não tenha dúvida do meu compromisso com você. Agora, o meu interesse nessa coisa toda não é disputar um mandato pessoalmente. Eu tenho interesse em que o PSB saia um partido fortalecido. E eu tenho uma referência para isso, que é o tamanho do PDT lá em 2022. Isso para mim é a referência, é o objetivo’”.
“‘Para isso, penso que é fundamental, o senhor como magistrado, começar uma rodada entre o PT e o PSB, para que a gente possa ver. O PT apresenta quais são os projetos nessa questão proporcional. Nós apresentamos o nosso, olhamos onde é que tem nossas divergências, brigaremos quando for necessário brigar e depois, sob a mediação dele, governador Elmano, chega um entendimento e pronto. E vamos fazer isso com os outros partidos, com o PSD, com o MDB, com os Republicanos”, continuou.
Para o senador, o momento da janela partidária, que terá início nesta quinta-feira, 5, e seguirá até dia 3 de abril, é um momento fundamental para o grupo. Cid e Elmano também teriam combinado de realizar encontros semanais.
“Essa hora agora é fundamental, porque está todo mundo angustiado. Vão ser 30 dias para quem tem mandato, que se abre e a pessoa vai definir os quatro anos futuros da vida dele. É importante que a gente esteja ao lado dessas pessoas para dirimir angústias, para apontar caminhos, dirimir dúvidas e ele acertou de a gente, nesse mês agora, se reunir toda semana”, explicou.
Ao O POVO, na última sexta, após encontro com Cid, o governador Elmano também detalhou que reuniões semanais com possíveis candidatos deverão ser realizadas para “evitar conflito” entre as legendas.
Força
dos partidos
Ainda nesta terça, Cid reafirmou o seu “compromisso pessoal” com o deputado federal Júnior Mano (PSB), nome defendido por ele para uma das vagas ao Senado pela base. No entanto, o senador apontou que “não está escrito nas estrelas” que o PSB terá uma vaga majoritária e disse acreditar que o tamanho de cada partido que definirá os espaços na chapa.
“O Júnior Mano, eu tenho com ele um compromisso pessoal de que defender o nome dele numa vaga majoritária que o PSB eventualmente venha a ter, porque isso não está escrito nas estrelas que o PSB vai ter isso, aquilo e aquilo outro, não. Política é uma correlação de forças. É o tamanho de cada partido, a meu juízo, que vai definir quem é quem, porque pretendente sempre tem mais do que a quantidade de vagas”, avaliou.
Questionado sobre a possibilidade da ex-governadora Izolda Cela (PSB) disputar algum cargo nesta eleição, o senador elogiou a colega de partido, mas afirmou que a definição de candidaturas acontecerão “lá na frente”. Na última semana, Izolda informou que não pretende disputar cargos eletivos neste ano ou assumir funções na administração pública, mas descartou a aposentadoria na política.
“Definição de candidaturas, você tem que ter assim, alguns pré-requisitos. A pessoa tem que ser maior de idade, tem que ter os direitos políticos preservados tem que ter filiação partidária. A Izolda tem todos esses pré-requisitos. Mais do que isso, ela é uma pessoa respeitada, querida. Para nós do PSB, é uma grande honra tê-la. Agora, definição de candidaturas acontecerão lá na frente”.
“Vamos
dar uma olhada para as coisas que são mais emergentes e a emergência do momento
requer um trabalho coordenado e de desprendimento de todos os atores que
compõem a base de apoio do governo. Estou me referindo a lideranças do PT, do
PSB, do PSD, do Republicanos, do MDB, do PP, as lideranças do Podemos e outros
partidos que compõem essa base. Vamos focar nisso agora. Tudo mais é angústia
antecipada. Vamos deixar cada dia com sua agonia”, finalizou Cid.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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