25 de março de 2026

Como está a briga pelo Senado no Ceará, por Érico Firmo

Capitão Wagner, Eunicio Oliveira e Junior Mano largam na frente na disputa por duas vagas (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais)

Dos muitos pré-candidatos governistas, Eunício Oliveira (MDB) aparece em vantagem entre os que desejam concorrer. Ele e José Guimarães (PT) estão postos há mais tempo. O emedebista já ocupou a cadeira e deseja voltar. O petista tenta se lançar desde 2014. Eunício está melhor que Guimarães e também que Júnior Mano (PSB), ao menos agora.

Apelos por Cid

Melhor que Eunício no governismo, com boa dianteira, está Cid Gomes (PSB). Os números permitem entender o motivo de a base aliada buscar com tanto afinco convencê-lo a disputar. Qualquer das outras opções desse campo fica uns bons 20 pontos percentuais atrás.

 Ele já dizia não ter mais intenção de concorrer antes de Ciro Gomes (PSDB) se colocar como pré-candidato a governador. O senador se refere à situação como o maior constrangimento da vida. Já reafirmou apoio ao adversário do irmão. Entretanto, imaginá-lo na chapa talvez seja demais.

Alternativas da oposição

Capitão Wagner e Roberto Cláudio despontam com força. Com exceção de Cid, ficam à frente das alternativas governistas. Os dois foram postulantes a governador na eleição passada, então o desempenho não é surpresa.

O problema para ambos é o próprio partido — o confuso, enrolado e incerto União Brasil.

Desafio dos bolsonaristas

Opções bolsonaristas, Alcides Fernandes e Priscila Costa (ambos do PL) largam com alguma dificuldade. Naturalmente, a campanha ainda nem começou e eles tendem a crescer, caso concorram mesmo. Alcides com o impulso do filho, André Fernandes (PL), maior cabo eleitoral do conservadorismo cearense. Priscila tem potencial próprio e o apoio decidido de Michelle Bolsonaro (PL) — que não gosta de Ciro Gomes e teve entrevero com André.

De todo modo, a dificuldade não é pequena para candidaturas majoritárias com o selo do bolsonarismo num Estado no qual os números confirmam a rejeição ao ex-presidente e àquilo que se relaciona a ele.

Incertezas

Se ainda há dúvidas sobre o cenário da disputa para governador, a de senador está aberta. Se fossem incluídos todos os pretendentes ao cargo, seria necessário o triplo de simulações, no mínimo. É bem capaz de a realidade da eleição não ser nenhuma das simulações realizadas nessa pesquisa.

O panorama hoje mais provável ao meu ver tende a ter, na base aliada, uma vaga do PSB. A outra posição é cobiçada por MDB, PT, Republicanos e PSD.

Na oposição, um competidor deve ser do PL e outro do União Brasil — ou de um dos hoje filiados à legenda.

Pesquisas para o Senado costumam ser as mais incertas e as que mais divergem do resultado nas urnas. Ainda mais quando são dois votos, como este ano, e a situação se torna meio confusa.

Além disso, trata-se de uma decisão que o eleitor costuma deixar para o fim. Pensa antes em presidente e governador. Muitas vezes, mesmo para deputado tem alguém com quem a identificação é maior. Para senador, não raro se define na última hora, com alto grau de volatilidade.

Publicado originalmente no portal O Povo +

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