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| Capitão Wagner, Eunicio Oliveira e Junior Mano largam na frente na disputa por duas vagas (Foto: Reprodução/BA/Redes Sociais) |
Dos muitos pré-candidatos governistas, Eunício Oliveira (MDB) aparece em vantagem entre os que desejam concorrer. Ele e José Guimarães (PT) estão postos há mais tempo. O emedebista já ocupou a cadeira e deseja voltar. O petista tenta se lançar desde 2014. Eunício está melhor que Guimarães e também que Júnior Mano (PSB), ao menos agora.
Apelos
por Cid
Melhor
que Eunício no governismo, com boa dianteira, está Cid Gomes (PSB). Os números
permitem entender o motivo de a base aliada buscar com tanto afinco convencê-lo
a disputar. Qualquer das outras opções desse campo fica uns bons 20 pontos
percentuais atrás.
Alternativas da oposição
Capitão Wagner e Roberto Cláudio despontam com força. Com exceção de Cid, ficam à frente das alternativas governistas. Os dois foram postulantes a governador na eleição passada, então o desempenho não é surpresa.
O problema para ambos é o próprio partido — o confuso, enrolado e incerto União Brasil.
Desafio
dos bolsonaristas
Opções bolsonaristas, Alcides Fernandes e Priscila Costa (ambos do PL) largam com alguma dificuldade. Naturalmente, a campanha ainda nem começou e eles tendem a crescer, caso concorram mesmo. Alcides com o impulso do filho, André Fernandes (PL), maior cabo eleitoral do conservadorismo cearense. Priscila tem potencial próprio e o apoio decidido de Michelle Bolsonaro (PL) — que não gosta de Ciro Gomes e teve entrevero com André.
De
todo modo, a dificuldade não é pequena para candidaturas majoritárias com o
selo do bolsonarismo num Estado no qual os números confirmam a rejeição ao
ex-presidente e àquilo que se relaciona a ele.
Incertezas
Se ainda há dúvidas sobre o cenário da disputa para governador, a de senador está aberta. Se fossem incluídos todos os pretendentes ao cargo, seria necessário o triplo de simulações, no mínimo. É bem capaz de a realidade da eleição não ser nenhuma das simulações realizadas nessa pesquisa.
O panorama hoje mais provável ao meu ver tende a ter, na base aliada, uma vaga do PSB. A outra posição é cobiçada por MDB, PT, Republicanos e PSD.
Na oposição, um competidor deve ser do PL e outro do União Brasil — ou de um dos hoje filiados à legenda.
Pesquisas para o Senado costumam ser as mais incertas e as que mais divergem do resultado nas urnas. Ainda mais quando são dois votos, como este ano, e a situação se torna meio confusa.
Além disso, trata-se de uma decisão que o eleitor costuma deixar para o fim. Pensa antes em presidente e governador. Muitas vezes, mesmo para deputado tem alguém com quem a identificação é maior. Para senador, não raro se define na última hora, com alto grau de volatilidade.
Publicado
originalmente no portal O Povo +
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