20 de fevereiro de 2016

"Tão difícil" por Eduardo Amorim

Plenário da Câmara Municipal de Altaneira (Foto: Júnior Carvalho)
A Sessão de ontem (19/02) da Câmara Municipal, começou com a presidente Lélia de Oliveira (PCdoB), informando que o vereador Edezyo Jalled (sem partido) havia feito contato telefônico, informando que não “chegaria a tempo” dos trabalhos plenários, e que já havia solicitado liberação do seu curso, que está na fase final, nos dias das sessões.


Antonio Leite (PRB) solicitou ressalva na ata sobre uma fala do vereador Genival Ponciano (PTB) realizada na sessão anterior. Perguntados pela presidente da Casa, Antonio Leite e Deza Soares (Solidariedade) disseram que só vão assinar as atas quando as ressalvas forem feitas. 

Na Ordem do Dia, apenas três requerimentos, todos de autoria do republicano Antonio Leite, o primeiro solicitando a cessão de posse do prédio do antigo Colégio da Chapada dos Romeiros para a associação dos pequenos produtores daquela comunidade e região. O qual havia um projeto de lei de autoria da presidente Lélia e da Vereadora Alice Gonçalves (PSB), na Casa. Antonio criticou as vereadoras por tal atitude. Lélia justificou que havia sido solicitada pela associação em novembro do ano passado, e não apresentou o projeto antes por que na primeira sessão a pauta estava trancada, e na segunda sessão “tinha muitas matérias” – dá pra acreditar? – O requerimento foi aprovado por unanimidade.

O segundo requerimento solicitava que o Poder Executivo doe uma área para implantação de uma antena de internet na Serra do Valério. O vereador Professor Adeilton (PP) foi favorável, mas disse que deveria ser feita uma licitação para a escolha da empresa de internet. Antonio Leite foi de acordo que tudo deve ser dentro da legalidade. O outro requerimento solicitava a realização de uma audiência pública sobre a revitalização da Lagoa de Santa Tereza; Ambos os requerimentos foram aprovados por unanimidade.

No Tema Livre Zuleide Ferreira (PSDB), cobrou as contas do Executivo, o reajuste dos servidores, uma atuação mais efetiva do Sindicato dos Servidores e o plano de carreiras do Executivo. Adeilton se juntou a Zuleide nessas cobranças e ao vereador Genival nas críticas à lotação dos professores da rede municipal e denunciaram desrespeito ao PCCR do magistério.

Deza Soares concordou que as contas do Executivo devem ser enviadas ao Legislativo, mas disse que os vereadores de oposição (base aliada da presidente da Câmara) também devem cobrar as contas da Casa Legislativa.

Antonio Leite informou que a empresa de um funcionário da Câmara nunca prestou serviços à Casa, fato que foi, em sessão anterior, citado pelo Vereador Genival, este por sua vez, pediu desculpas à empresa e disse que havia sido informado errado, o trabalho teria sido realizado por um funcionário da empresa de forma autônoma. Lélia esclareceu dizendo que o funcionário tinha feito algum trabalho para a empresa que a Câmara contratou.

Lélia cobrou do Executivo a nomeação do Secretário de Infraestrutura, cargo que está vago desde que Antonio Leite retornou ao Legislativo.

Foi isso mesmo, o de sempre, poucas matérias, normalmente requerimentos, e sobrando denúncias e intrigas pessoais. A mesmice é tanta que está ficando difícil escrever algo diferente. Tão difícil quanto assistir às sessões.