27 de setembro de 2015

A preparação dos partidos a um ano da batalha

Forças que polarizaram a última eleição estadual, blocos de Cid (PDT) e Eunício Oliveira (PMDB) terão um “segundo tempo” da disputa nos principais municípios do Ceará. 

A pouco mais de um ano para o combate, negociações e troca-troca de partidos já apontam chapas com feições semelhantes às de 2014 – opondo os Ferreira Gomes e o PT contra Eunício e o PSDB do senador Tasso Jereissati. 

Segundo dirigentes ouvidos pelo jornal O POVO, maioria dos doze principais municípios da política no Estado já possui leque bem definido de candidaturas. Ou seja, ainda que ocorra alteração nos quadros, o eleitor não deve ter “cardápio” muito distante do apresentado hoje.

Na última semana, foi intensa a movimentação na Assembleia e no interior do Estado, incluindo diversas mudanças partidárias, de olho nas eleições de 2016. Apesar disso, a disputa ainda deve ficar polarizada – com poucas exceções – entre cinco “exércitos” majoritários no Estado.

O primeiro, do grupo dos Ferreira Gomes, se reuniu neste sábado e pode oficializar migração para o PDT na próxima semana. A legenda, que soma mais de 70 prefeitos no Estado, foca na reeleição de Roberto Cláudio em Fortaleza e tem pré-candidaturas de irmãos de Cid tanto em Sobral, com Ivo Gomes, quanto em Caucaia, com Lia Gomes.

Os cidistas terão apoio maior com o PT, que reforçou nesta sexta tese de união durante plenária em Fortaleza. Com exceção da corrente de Luizianne Lins, que tenta emplacar candidatura própria, o partido deve centrar disputa em reeleição de prefeitos, chapas com o PDT e candidaturas fortes no Cariri – berço de Camilo Santana.

“Temos como mote a manutenção e reeleição dos nossos prefeitos. Isso e construir um arco de aliança, com base em levantamento de onde devemos disputar ou seguir com alianças”, diz o presidente do PT no Ceará, Diassis Diniz.

Terceiro “exército” no páreo de 2016, o PMDB de Eunício Oliveira tem mantido agenda de encontros e visitas ao interior. Neste fim de semana, o senador realizou a filiação de ex-prefeitos de Mombaça e Acopiara. A legenda aposta em arco com o PSDB e o PR, para formação de chapas em municípios onde o partido tiver menor presença.

“Tudo está sendo discutido na perspectiva de bloco. Hoje, PMDB, PSDB e PR estão discutindo para ver em que municípios é melhor lançar candidaturas separadas ou, se for o caso, formar chapas”, diz o deputado Danniel Oliveira (PMDB). No Crato, por exemplo, as três legendas devem se unir em torno do ex-prefeito Samuel Araripe, que voltou ao PSDB no mês passado.

Reduzido no Estado após diversas debandadas depois de romper com o governo em 2010, o PSDB também tem investido na formação de candidaturas para o próximo pleito. Nos últimos dias, Tasso Jereissati cumpriu intensa agenda no Cariri e em Sobral, com evento já marcado para Quixadá nesta semana.

Recém reformulado no Estado, o PSB deve correr por fora nas eleições deste ano. Com articulação do deputado federal Danilo Forte, a legenda tem intensificado agenda de filiações no interior, e estaria negociando com o deputado Naumi Amorim (PSL) para disputar a prefeitura de Caucaia.

Em menor grau e de maneira isolada, outras legendas devem ter candidaturas em municípios do Estado. Fora da Capital, o deputado federal Genecias Noronha (SD) e o deputado estadual Tin Gomes (PHS) têm organizado bases para disputar. Segundo Genecias, meta do seu partido é eleger vinte prefeitos.

Com informações O Povo Online