31 de julho de 2014

Vereador Adeilton defende venda da sede própria do SINSEMA

Servidores na Assembleia do SINSEMA sobre a venda da sede própria (Foto: Junior Matos)
O vereador Professor Adeilton (PP) foi um dos poucos associados do Sindicato dos Servidores Municipais de Altaneira (SINSEMA) a defender nas redes sociais a venda da sede própria da entidade, proposta apresentada pela diretoria, mas que ainda não conseguiu a aceitação do quórum mínimo (maioria absoluta) previsto na Consolidação das leis do Trabalho (CLT). 

Comentando postagem do Blog de Altaneira sobre a falta de informações por parte da entidade o vereador Adeilton cita que compareceram 60 sócios dos quais apenas dois foram contrários a venda da atual sede do SINSEMA. “Acredito que se mais Servidores estivessem presentes e acompanhassem as explanações dos responsáveis pela elaboração e execução do projeto da construção da nova sede e da área de lazer, votaria a favor da venda” comentou o parlamentar.

Adeilton registrou ainda que com menos de um terço dos sócios presentes, o auditório já não cabia mais ninguém. Inclusive algumas pessoas ficaram sem assentos por não haver mais espaços para cadeiras. “Assim se torna urgente a construção de um novo espaço e acredito ser de bom grado para todos os servidores, um espaço maior e com acesso a lazer e alimentação” concluiu.

Indagado sobre a falta de transparência na escolha da empresa, no valor da obra e sobre as irregularidades na condução do processo de venda da entidade o vereador não respondeu.

Para o blogueiro Antonio Junior Carvalho processo mostra a falta de preparo da atual direção do SINSEMA e levanta suspeitas sobre o processo. “Todas essas irregularidades e a falta de informações por parte da direção do SINSEMA leva a comunidade pensar que tem algo muito obscuro acontecendo na venda do atual prédio do SINSEMA” postou o administrador do Blog A Pedreira.

O acadêmico de Direito, Eduardo Amorim, também criticou o desrespeito à Legislação Trabalhista por parte da direção da entidade. “Engraçado e, no mínimo, absurdo uma entidade sindical não respeitar a CLT, a lei-mór da relação de emprego!”, criticou Eduardo.

Para ser aprovada a proposta de venda da sede era necessária avaliação prévia do imóvel, quórum mínimo de 102 associados e votação por escrutínio secreto, nada disso foi observado na Assembleia realizada no último domingo (27/08).

A direção do SINSEMA ainda não divulgou as providências que serão adotadas, mas a placa de vende-se ainda continua na fachada do prédio.