21 de novembro de 2014

Deputadas cearenses cobram espaço na nova mesa diretora da Assembleia

Deputadas estaduais de base e oposição se uniram ontem para cobrar inclusão de uma representante do sexo feminino na próxima Mesa Diretora da Assembleia. 

Parlamentares criticam que, mesmo tendo sido eleitas sete mulheres neste ano, articulações para composição do comando do Legislativo a partir de 2015 estão sendo conduzidas apenas por homens. 

Atualmente, todos os dez espaços na Mesa Diretora da Casa são ocupados por homens. Deputada da base aliada, Mirian Sobreira (Pros) disse que não irá votar em chapa – ainda que apoiada pelo governo – que não inclua ao menos uma mulher em um dos cargos.

“Não me sinto representada por uma chapa dessas. Foram sete mulheres, e proporcionalmente teríamos direito a no mínimo uma vaga (...) é engraçado que precisam da nossa participação quando vão para as eleições”, disse.

A discussão foi puxada por Eliane Novais (PSB), que cobrou participação feminina na próxima Mesa. Atualmente, tramita na Casa projeto de resolução da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher garantindo ao menos um dos assentos da Mesa para deputadas.

A deputada ainda mostrou dados de de um ranking - elaborado pela União Parlamentar - de países por representação parlamentar feminina. Segundo a deputada, o Brasil ocupa a 71ª posição entre 142 países, apresentando queda de nove posições em relação ao ano passado. Ela ainda destacou baixo índice de participação feminina do País diante da realidade da América Latina.

“Essa Casa tem um papel educativo e um importante papel político a cumprir com relação à participação feminina nos espaços de decisão. E a presença de uma mulher na Mesa Diretora tem um caráter simbólico muito importante, porque mostraria um Poder Legislativo em sintonia e mais próximo da luta em defesa da equidade de gênero no País”, disse.

A deputada Fernanda Pessoa (PR) também apoiou o pleito: “Tem que parar com isso de aqui ser a casa dos homens. Nós somos mulheres, temos capacidade sim”, destacou.

Nos últimos anos, a Assembleia implementou alguns avanços para ampliar participação feminina no Parlamento. Nesse sentido, foram criadas a Procuradoria da Mulher e a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Mulher. Na “elite” do Legislativo, no entanto, ainda não existe nenhuma mulher.

Com informações O Povo Online