4 de novembro de 2014

Tucanos negam apoiar golpe; novo ato contra Dilma é convocado

Expoentes do PSDB se posicionaram ontem (03/11) contra as manifestações que pedem intervenção das Forças Armadas contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Mais importante detentor de cargo público no partido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que não são aceitáveis protestos favoráveis a intervenção militar. 

O tucano lembrou que as pessoas têm o direito de se manifestar, mas ressaltou que a democracia deve ser fortalecida. 

Coordenador digital da campanha de Aécio Neves (MG), o ex-deputado federal Xico Graziano disse, no Facebook, que a manifestação é “absurda, antidemocrática e não republicana”. “Ainda por cima, pedindo a volta dos militares, meu Deus, tô fora disso. Esconjuro”, escreveu.

No sábado, 1º, durante protesto favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), promovido na capital paulista, grupo de manifestantes exibiu cartazes cobrando intervenção militar. “A manifestação é livre e as pessoas têm o direito de se manifestar, mas é evidente que nós, que lutamos tanto pela democracia, não podemos aceitar esse tipo de coisa. A democracia precisa ser fortalecida”, disse Alckmin.

O presidente nacional do DEM, José Agripino, classificou como “deplorável” e “condenável” o pedido de intervenção militar.

Novos eventos de pedido de impeachment da presidente Dilma foram marcados nas redes sociais para o feriado de Proclamação da República, 15, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília.

O evento paulista está sendo convocado por dois grupos. Um deles é puxado pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e por Paulo Batista, que foi candidato a deputado estadual pelo PRP.

O outro é organizado pelo empresário Marcello Reis. Ambos dizem não ser responsáveis pelos pedidos de intervenção militar na última manifestação. “Lógico que tem um grupo que quer intervenção militar, mas não somos um deles”. afirmou.

Reis convocou o ato pela “anulação das eleições”. Ele diz ter provas de que houve fraude nas urnas e pedirá impeachment da presidente.

Com informações O Povo Online