11 de maio de 2022

Secretária de Saúde informa desligamento de Altaneira do Programa Médicos pelo Brasil

Em ofício enviado ao presidente da Câmara de Altaneira, Claudovino Soares (PT), a secretária municipal de Saúde, Marcia Moura Evangelista, informa que o Município “encontra-se em processo de desligamento do Programa Médicos pelo Brasil”.

A gestora informa que houve “adesão automática por todos os Municípios”, mas que Altaneira “não possui interesse” em “adquirir profissionais oriundos do Programa Médicos pelo Brasil” e que o “Município optou por adquirir profissionais por processo seletivo”.

O prefeito Dariomar Rodrigues (PT) já havia confirmado na Sessão anterior o Município não iria aderir ao Programa Médicos pelo Brasil e ainda justificou que a decisão não tinha nenhuma relação com a aprovação da médica altaneirense Ana Flávia Lima em seleção conduzida pela Agência de Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps).

O engenheiro Civil Bruno Arrais comentou que fica triste ao ver “um município tão carente como nosso abrir mão de Médicos, custeado pelo Governo Federal, por pura politicagem”.

“Tirar a satisfação de uma médica filha do município poder exercer sua profissão e poder ajudar seus conterrâneos através dela. Até onde vamos com esse descaso?  Vê ‘defensores’ da moral se calarem e bater palmas. VERGONHA!”, escreveu Bruno.

Segundo o vereador Ariovaldo o prefeito “alegou que os médicos do programa só atendiam 14 pessoas pela manhã e somente outras 14 a tarde. Também que o Governo Federal, deduzia dos recursos da saúde, os valores pagos”.

A servidora Francelma Bitu também disse que fica “Muito triste saber que pessoas boas e inteligentes assinam e tomam decisões desse tipo. E o povo mais uma vez paga o preço por atitudes descabidas”.

Para a professora aposentada Iraci Moreira a situação “parece ser pior do que imaginamos. Muito triste isso é um descaso com o povo” e Aquino Jonas complementa “Só quem perde é a população”.

Já o ex-secretário Rogerio Arrais disse imaginar “o constrangimento que a gestora da saúde passou em ter que assinar esse documento apenas para atender uma decisão ‘política’ do prefeito municipal”.

Para Everton Venancio o ato é “pura perseguição e ditadura politiqueira quem perde são os conterrâneos porque o ditador tem plano de saúde ou dinheiro pago com dinheiro público por isso não tá nem aí para a população”.

No mesmo sentido comentou a enfermeira Cristina Bitu: “Perseguição clara e evidente! Essa é uma previsão que eu já havia feito. Infelizmente a gestão brinca com saúde!” e Indaga: “Quem ganha e quem perde com isso?”

O vereador Ariovaldo Soares compartilhou o ofício da secretária nas redes sociais afirmando “E um ato descabido e contra o povo” e informou que mais uma vez levará o caso ao Ministério Público

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