1 de novembro de 2018

Governo de Bolsonaro prevê 15 ministérios

Onyx Lorenzoni entrega nomes da equipe de transição a Eliseu Padilha Foto: (Evaristo Sá)
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), definiu o tamanho e o desenho administrativo dos seus ministérios, já indicando as prioridades que o seu governo terá. Além do superministério da Economia, anunciado na última terça-feira (27/10) - e que será comandado pelo economista Paulo Guedes -, a ideia é também criar um superministério da Justiça, oferecido ao juiz federal Sergio Moro. O magistrado deve se encontrar hoje com Bolsonaro.

Ainda há definições a serem feitas, mas as junções de pastas será a tônica da reforma administrativa tocada pela equipe de Bolsonaro. A redução da estrutura do primeiro escalão foi uma promessa de campanha do presidente eleito.

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse na noite de ontem que Bolsonaro ainda não definiu se vai unir em uma só pasta os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. O anúncio da fusão causou protestos na Frente Parlamentar da Agricultura, a chamada bancada ruralista, que vê a ideia com desconfiança.

"O presidente ainda não bateu o martelo", afirmou Onyx. "Ele está analisando mais de um desenho de organização de ministérios. O que tem é o conceito: de 29 pastas vai cair para 14, 15 ou 16. Eu vou levar uma série de informações a ele na sexta-feira e, na próxima terça, ele vai anunciar a estrutura ministerial", afirmou.

Pelo desenho atual, a gestão de Bolsonaro terá pelo menos 15 mistérios, o menor número desde o governo de Fernando Collor de Mello (1990 a 1992), que mantinha 16 estruturas.

Além da possibilidade de fusão entre Agricultura e Meio Ambiente, que ainda está em fase de avaliação, e da já anunciada unificação entre Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio Exterior, outra união envolve a Secretaria de Governo que deve se juntar à Casa Civil.

No caso do Ministério da Justiça, a ideia é de que ele seja novamente fortalecido, e terá a responsabilidade de cuidar também da Segurança Pública, área considerada fundamental na administração Bolsonaro.

Outra mudança é a transferência da área de ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia, que terá à frente o astronauta Marcos Pontes, confirmado ontem por Bolsonaro. O Ministério da Educação, por sua vez, receberá a Cultura e o Esporte.

Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional. A pasta dos Direitos Humanos perderá status e será incorporada ao Ministério do Desenvolvimento Social.

Ontem, Lorenzoni entregou os nomes dos primeiros 22 integrantes da equipe de transição para o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ao todo, o presidente eleito pode indicar 50 nomes. Lorenzoni disse que as informações serão divulgadas no Diário Oficial da União (DOU).

Com informações portal O Povo Online