12 de março de 2016

"Ainda esperando" por Eduardo Amorim

Plenário da Câmara Municipal de Altaneira (Foto: Júnior Carvalho)
A Sessão Ordinária de ontem (11/03) da Câmara Municipal de Altaneira se voltou a dois principais pontos: A renúncia do vereador Edezyo Jalled (sem partido) e a tão esperada “Hora da Verdade”, anunciada por esta coluna na semana passada. 

Antes disso na Ordem do Dia, três projetos de lei e dois requerimentos foram aprovados por unanimidade. Um projeto de autoria do vereador Gilson Cruz denominava uma via pública e outro de Zuleide Ferreira (PSDB) cria o prêmio “Professor do ano”.  O terceiro doExecutivo tratava do plano municipal do esporte educativo.

O bloco de maioria propôs uma emenda,e Deza Soares (Solidariedade) requereu a votação em destaque. Aí o Professor Adeilton (PP), teve que explicar a presidente como deveria ser feita a votação, mas mesmo assim Lélia de Oliveira (PCdoB), ainda errou, colocando em votação primeiro a emenda, que foi aprovada com os votos dos proponentes e depois o projeto.

Os dois requerimentos eram de autoria do Professor Adeilton, que solicitava informações sobre uma convocação do concurso público e outro sobre a grade curricular da Escola 18 de Dezembro.

No expediente, Edezyo Jalled usou a tribuna para fazer ferrenho discurso, sobre suas atividades como parlamentar e as dificuldades que teve, fez agradecimentos e renunciou ao seu mandato, mas deixou claro que pode voltar a política partidária, e se disse disposto a alçar até uma vaga eletiva no poder executivo. Os colegas de grupo parabenizaram Edezyo pelo discurso e desejaram sucesso na nova carreira que vai seguir. Mas chamou atenção mesmo, foi o pronunciamento do vereador Professor Adeilton, que destacou a lealdade de Edezyo ao grupo e afirmou que o mesmo deixou um legado no legislativo altaneirense. Aparentemente emocionado, Adeilton pediu desculpas por algum mal causado a ele.

Então veio o grande embate da tarde de ontem. Lélia disse que tinha chegado a “Hora da verdade”, se referindo a publicação desta coluna, na semana passada. A presidente entregou cópias de um documento aos vereadores e algumas pessoas que estavam no plenário. E disse que aquela era a verdade sobre Deza.

Apresentou ainda uma certidão do TCM que diz que ela não tem contas desaprovadas. Deza, com apalavra, sugeriu que os familiares “levem a presidente ao psiquiatra” classificou Lélia como “Phd em corrupção”, mas disse que em questão de conduzir os trabalhos, deve ser usado o fatídico adjetivo usado pelo vereador Adeilton no começo dessa legislatura.

Deza arguiu que os documentos que Lélia mostrava não se tratava de contas desaprovadas, nem tão pouco sobre o seu mandato com presidenta da Casa. Disse que recorreu no resultado de suas contas e teve elas foram aprovadas sem ressalvas. E que na sessão passada disse que as contas da presidente estavam irregulares, mas ainda cabe recurso. Lélia disse que na próxima sessão tem mais “Hora da verdade”.

E com isso tudo fico ainda esperando, esperando o trabalho do vereador Flávio Correia (Solidariedade), que deve assumir seu mandato como titular na próxima sessão. Esperando ver os documentos que Lélia diz ter e esperando ela acertar na condução dos trabalhos.