18 de março de 2016

Janela partidária se encerra hoje e mais de 30 parlamentares cearenses já trocaram de partido

Prazo para mudança de partido por parlamentares sem o risco de sanções por infidelidade partidária se encerra hoje, após 30 dias da mais intensa migração que se tem história no País. 

Só entre deputados e vereadores da capital foram mais de 30 trocas, com maior impacto na Assembleia Legislativa (AL-CE), onde quatro legendas perderam representatividade. A movimentação ainda segue até o fim do dia. 

A sigla que mais perdeu com as movimentações foi o Pros, que ficou sem deputados na AL-CE e conta dois nomes na Câmara de Fortaleza ainda indecisos. Os vereadores Márcio Cruz e Adelmo Martins (ambos do Pros), até o fechamento desta matéria, ainda não haviam decidido se seguiam os outros ex-correligionários em direção ao PDT, legenda com maior aderência de parlamentares.

Após intenso troca-troca, PDT se tornou maior sigla do Estado, com dez deputados estaduais e cinco vereadores, e uma das maiores do País, com 19 deputados federais. Depois do PDT, o partido que mais cresceu no Ceará foi o PP, que contava com apenas um deputado e, após cerimônia de filiação realizada ontem pela manhã, tem cinco nomes. Depois, vem o PMDB, com quatro quadros na Casa. Perdeu Júlio César Filho para o PDT, mas ganhou Tomaz Holanda e o deputado federal Moses Rodrigues ambos do PPS.

O penúltimo dia de troca-troca liberado para os parlamentares foi movimentado para o PP, que recebeu cinco novos filiados. Foram os deputados estaduais Leonardo Pinheiro, Lucílvio Girão, Fernando Hugo e Bruno Pedrosa e o deputado federal Macêdo. O presidente estadual da legenda, Padre Zé, comemorou o ato, destacando que o PP se torna um dos maiores do Estado. Ele também ressaltou que a sigla continua apoiando o governador Camilo Santana (PT) e o prefeito Roberto Cláudio (PDT). Em âmbito nacional, no entanto, Padre Zé afirma que a legenda está avaliando se segue na base do governo de Dilma. Segundo ele, a tendência maior é que PP migre para a oposição.

Entre os parlamentares que estavam analisando propostas para saírem de suas legendas, estão os deputados estaduais Dra Silvana e Walter Cavalcante (ambos do PMDB). Os dois estavam cotados para engrossar grupo que partiu para o PP. A deputada, no entanto, afirmou que não iria deixar sua sigla. A reportagem não conseguiu falar com Cavalcante, mas, de acordo com outros deputados, a tendência é que ele também permaneça no PMDB.

Com informações O Povo Online