14 de março de 2016

Protesto em Fortaleza leva 40 mil ao Aterro da Praia de Iracema

Protestos contra o governo e o PT ocuparam o Aterro da Praia de Iracema em Fortaleza (Foto: Fábio Lima)
Cerca de 40 mil pessoas segundo estimativa da Secretaria da Segurança participaram do protesto no aterro da Praia de Iracema e na avenida Beira-Mar em Fortaleza ontem (13/03). A organização da manifestação chegou a falar em 150 mil. 

Nos cartazes e gritos, era possível perceber a influência dos últimos acontecimentos, como a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinada pelo Juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato, a participação explícita de políticos com mandato e o impacto da crise financeira na vida da população.

Se o discurso nas primeiras manifestações se dividia entre temas que iam do “Fora, Cunha” à intervenção militar; desta vez, o impedimento de Dilma e a prisão de Lula eram o foco da insatisfação.

“O governo acabou, não tem mais a menor capacidade de fazer nada”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB) ao chegar à Praia de Iracema, acompanhado de outros tucanos. O PSDB já discute aliança com o PMDB e outras siglas para assumir o governo caso Dilma saia.

“É uma aliança de todos os partidos para encontrar uma solução. Não adianta só o impeachment, tem de ter o dia seguinte, o programa do que fazer para consertar o País”, afirmou o tucano.

Integrante do grupo Consciência Patriótica, que ficou nacionalmente conhecido após a “dança do impeachment”, o estudante Diego Rebouças diz que a primeira mudança evidente em um ano de protestos foi a adesão das pessoas. Para ele, algumas tinham resistência às manifestações.

“A ideia que as pessoas tinham das manifestações eram aquelas com gritos, brigas e, se fosse preciso, invasões. A manifestação patriótica tem outra cara e motivou as pessoas a saírem de casa”, ressalta.

Na próxima sexta-feira, 18, movimentos sociais e sindicatos promoverão manifestações nacionais em apoio a Lula e contra o que chamam de golpe. Na noite de ontem, logo após protestos, o PT nacional reforçou a convocação nas redes sociais. Tentando se aliar às ruas, o governo terá de mostrar que resiste às pressões e consegue driblar adversários.

Com informações O Povo Online