17 de junho de 2014

Indefinição marca cenário eleitoral no Ceará

Ailton Lopes do PSol é o único nome confirmado para disputado ao Governo no Ceará (Foto: Divulgação)
O dia 30 de junho é o marco final para os partidos políticos definirem seus candidatos e coligações para as eleições deste ano. A decisão é oficializada durante as convenções partidárias, que devem ocorrer até o dia 30 deste mês. Boa parte dos partidos, porém, optou por decidir seus nomes apenas no final do prazo legal. 

A principal indefinição se dá em torno do candidato da base aliada do Governo do Estado à sucessão de Cid Gomes (Pros). Segundo assessoria de imprensa do Pros, a opção pela escolha tardia do nome se dá pelo tamanho da base aliada, 23 partidos. A convenção está prevista para o dia 29, quando finalmente deverá ser decidido o candidato.

Por enquanto está definida apenas a candidatura ao governo estadual de Aílton Lopes (Psol), já Nicole Barbosa (PSB) e o senador Eunício Oliveira (PMDB) que já se posicionam como candidatos, no entanto os nomes ainda não foram homologados pelos respectivos partidos. Ao Senado é quase certa a candidatura do deputado federal José Guimarães (PT).

Roberto Pessoa, que também se apresenta como pré-candidato do PR ao Governo, afirmou que teria sido chamado por Tasso Jereissati (PSDB) e Lúcio Alcântara (PR) para ser candidato e condicionou sua candidatura à entrada de Tasso na disputa pela vaga ao Senado. A convenção do PR está marcada para o dia 30.

A candidatura do ex-governador ao Senado também não é garantida. O PSDB pretende realizar a convenção apenas no dia 30.

O PCdoB, por sua vez, pretende manter a candidatura de Inácio à vaga. Porém, caso Guimarães seja candidato, a chance de Inácio ser o nome da base aliada ao Senado se tornaria menor. Segundo o vice-presidente do partido no Ceará, Benedito Bizerril, essa definição deverá se dar na convenção partidária, que acontecerá entre os dias 28 e 29, e em discussão com os aliados.

Segundo o cientista político Valmir Lopes, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), existem dois planos de ação: o nacional e o estadual, e as ações em um influenciam no outro. No caso cearense, a conjuntura estadual seria mais influenciada pelo cenário nacional.

“A política é a arte humana que mais se aproxima de um jogo. Quanto mais indefinida a situação, mais os atores políticos tendem a não fazer o primeiro lance e a observar como os adversários se comportam”, analisa o sociólogo.

Com informações O Povo Online