26 de setembro de 2017

Partidos se estruturam de olho em 2018

Lideres do partido Novo no Ceará, Jerônimo Ivo e Marcelo Marinho em rádio da Capital (Foto: Fernando Ribeiro)
Que a corrida para 2018 já começou, está claro. São muitas especulações e negociações nos partidos e até mesmo dentro do Congresso, concentrado na luta contra o tempo para modificar o sistema eleitoral antes da data limite de 7 de outubro. Nesse contexto, três partidos realizam ações esta semana para conquistar mais filiados e encarar as disputas do ano que vem.

O partido Novo prepara nova campanha de filiação no Ceará e no Brasil, articulando indicação de nome para o Governo no Estado. Buscando reformulação, o PEN deve se anunciar oficialmente como “Patriota” hoje, e aproveitar para confirmar o deputado federal Jair Bolsonaro como presidenciável da sigla.

O PT, por sua vez, também não fica atrás no quesito renovação. Em campanha de filiação nacional na última sexta-feira, 22, na sede do partido em São Paulo, o ex-presidente Lula centralizou o discurso no combate à “negação da política” – no qual a sigla se insere, com o desgaste resultante de participação em escândalos e do impeachment da ex-presidente Dilma.

“O PT precisa convencer as pessoas que não existe saída fora da política. (...) E vamos convencer muita gente a vir para o PT. Tem muita gente que, em função das mentiras que contam, começam a vir para o PT”, disse Lula. A ideia, conforme Francisco de Assis Diniz, presidente estadual da sigla, é pegar carona nos escândalos que envolvem o atual governo de Michel Temer (PMDB) e se projetar como alternativa, aliando sua importância histórica com nomes políticos de peso.

“O PT é o partido que tem a maior preferência no Ceará. E o conjunto da sociedade já percebeu que todo o discurso de ‘combate à corrupção’ está desgastado, tem exclusivismo e foca no combate ao PT, no desgaste à imagem de Lula”, afirmou de Assis.

Com “segundo chamamento” para novos filiados, o Novo no Ceará tem pretensão de reforçar a divulgação de propostas mais liberais e cumprir agenda de formação de corpo de parlamentares para o Congresso Nacional. Por ora, essa é a deliberação do diretório nacional que, a priori, não prevê eleição de deputados estaduais.

Mas a intenção, segundo Marcelo Marinho, integrante da executiva estadual do Novo, é projetar candidato ao Governo do Estado e, no futuro, lançar nomes ao legislativo cearense. “O Ceará está condicionado a atingir uma quantidade de filiados até novembro. Se atingirmos, vamos ter lançamento de candidatura (ao Governo), e pessoas que participaram do processo seletivo para o Congresso serão convidados para tentar vaga como deputado estadual”, explica.

Com informações portal O Povo Online