27 de setembro de 2017

Iniciativa de agricultores altaneirenses é destaque no portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Agricultores em visita a Horta Dois Irmãos (Foto: Aderson Pereira)
A informação de que 22 agricultores familiares de Altaneira irão receber hoje (27/09) permissões de uso do Selo da Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf) foi publicada em destaque no portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Os produtos são hortaliças, frutas, legumes, mel de abelha, bolos e biscoitos e as produções estão divididas entre grupos formados por homens e mulheres.

Segundo informações do portal do MDA a iniciativa partiu de uma demanda dos agricultores da região, que querem melhorar a comercialização da produção e a identificação de que os produtos são oriundos da agricultura familiar vai ao encontro desta busca.

Para o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Antônio Ceza Cristóvão, “O Selo dá mais garantia e pode melhorar o valor de venda. Esse foi um dos motivos de formar esse grupo para investir na aquisição do Sipaf”.

Consta ainda a informação que o uso do Selo despertou interesse de empresas do ramo alimentício que já entraram em contato com os futuros permissionários para firmar parcerias. Os agricultores acreditam que o fruto desse reconhecimento inclua a participação em programas de incentivos do Governo Federal e o plantio de alimentos orgânicos. 

A agricultora familiar Ana Patrícia Albino, da Horta Dois Irmãos, é uma das futuras permissionárias do Sipaf. Ela participa dos programas Pnae e PAA desde 2012, nos quais repassa parte da produção de bolos, biscoitos, frutas e hortaliças, para as escolas da rede estadual e municipal de Altaneira. Ela e o esposo João Bel estão motivados com a aquisição do Sipaf e a expectativa é que eles passem a vender mais.

“São produtos orgânicos, que tendem a ser mais valorizados e, assim, melhorar mais as vendas. Isso será mais segurança”, acredita Patrícia.

O Sipaf é uma ferramenta de visibilidade e valorização dos agricultores familiares. Para quem adquire, o resultado é a garantia de saber a origem dos produtos consumidos, além de contribuir para a promoção da sustentabilidade, da responsabilidade social e ambiental e da valorização da produção regional e da cultura local.