12 de janeiro de 2019

Em entrevista ao BNN Presidente Adeilton disse que processo de cassação do prefeito de Altaneira foi o pior momento como político


O blog Negro Nicolau publicou na manhã de ontem (11/01) uma entrevista com o atual presidente da Câmara Municipal de Altaneira, vereador Francisco Adeilton Silva, popularmente conhecido por Professor Adeilton.

O professor e blogueiro registra que o vereador Adeilton coloca seu nome na recente história política de Altaneira por ser o primeiro vereador de oposição se ser eleito Presidente da Câmara e que as mudanças na Presidência do Legislativo podem configurar uma nova relação entre os poderes. De aproximação ou também de dificultar a aprovação de legislações.

Adeilton falou sobre o processo eleitoral que culminou com sua vitória para comandar a casa para o biênio 2019 – 2020; sobre os projetos que pretende desenvolver para aproximar a comunidade do legislativo; de capacitações para vereadores e servidores; da queda do repasse do duodécimo para esse ano; de suas pretensões políticas; da relação entre os dois poderes; de sua relação com seu ex grupo político na casa e da denúncia contra o prefeito Dariomar Rodrigues (PT).

O presidente eleito chegou a classificar a fase que antecedeu a denúncia contra o prefeito de Altaneira como sendo seu pior momento como político. Ele descreve que seu grupo passou a receber ingerência do prefeito municipal, alegando que iria sofrer uma traição e que os vereadores da situação não estavam mais dispostos a continuar com o mesmo.

Ressalta ainda que alguns do antigo grupo “passaram a fazer jogadas políticas para ajudar nisso” e “que outros pediam para não se destacar em denúncias”, o que poderia, segundo o grupo (nas palavras dele), “fazer com que o Prefeito se reaproximasse da base”.

“Ou seja, deixamos de atuar e entramos, erradamente no jogo do “esperar”. Era como se os vereadores de situação estivessem esperando uma atitude nossa, com medo de sair da guarda do prefeito e nós da oposição irmos ocupar seus lugares.  E nós opositores, esperando que eles reagissem, com medo de atacar e os mesmo se valorizassem com o prefeito. Foi o meu pior momento como político”, destacou o presidente.

No que pese aos principais desafios que enfrentará no comando da casa, ele apontou que é “conseguir adequar as despesas, as reais necessidades da Câmara com o novo valor do repasse do duodécimo”. O presidente afirmou que esse ano haverá uma redução em torno de 12%.

O vereador respondeu também sobre suas pretensões políticas. “Quero confessar aos seus fiéis leitores que quase não seria candidato nas eleições de 2016, fui por um chamamento de amigos, apoiadores que acreditam em nossa posição e trabalho”, disse.

Apontou que é hora de “abrir espaço para mentes novas, pessoas com gás novo, que queiram bem a nossa terra e que desejem ir além do que já conseguimos como vereador”, mas não descartou seguir na política.

“Se nossa gente nos convocar para reeleição ou para pleitear algo no Executivo, estarei pronto para servi-los”, finalizou.