4 de janeiro de 2019

Tasso intensifica articulação na disputa pela presidência do Senado

O senador Tasso Jereissati (PSDB) intensificou diálogo com congressistas aliados e não aliados, reforçando pré-candidatura à presidência do Senado. Dos 81 parlamentares da Casa, ele já teria feito "bom número" de contatos, segundo fonte do entorno político do tucano.

Tasso integra o bloco de oposição a Renan Calheiros (MDB-AL), que tem intenção de disputar o posto novamente. Além do tucano, o grupo de oposição a Renan tem ainda os nomes de Major Olímpio (PSL-SP), Álvaro Dias (Pode-PR) e Esperidião Amin (PP-SC) como possibilidades. Outros possíveis nomes na corrida são de Simone Tebet (MDB-MS) e Davi Acolumbre (DEM-AP).

No Ceará, o senador Cid Gomes (PDT) é um entusiasta da candidatura tucana. Conforme noticiado pelo O POVO, o argumento dele - e também de Ciro Gomes (PDT) - é de que Tasso não é nem "situação automática", nem "oposição sistemática". O sucessor de Eunício Oliveira (MDB) será definido no próximo dia 1º de fevereiro.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que a sigla ainda não tem candidato. "Essa questão do Tasso é segunda etapa. Primeiro, estamos costurando formação de bloco que tenha condição de fazer um presidente (do Senado)".

Ainda segundo Lupi, por enquanto, este bloco é formado por PDT, Rede, PV, PSB e pode ainda agregar "outros que estejam abertos a vir". Embora não tenha definido até o momento um nome entre os que estão postos, ele cravou que no PSL a sigla trabalhista não vota.

O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo, diz que o tucano é um bom nome, que será tratado com seriedade pelo partido. Afirmou que a questão poderá ser discutida nos próximos dias 11 e 12, durante reunião da sigla. O POVO tentou contactar também o senador eleito Cid Gomes (PDT), mas não obteve sucesso.

Embora guarde boa relação com Tasso, o senador Eduardo Girão (Pros) ainda não decidiu o voto. Em nota, alega cenário indefinido e ausência de sinalização do Pros. Assim que os candidatos estiverem definidos, ele disse querer conversar com todos que se aproximem dos seus valores.

"Porque, acima de tudo, sou um homem de causas, não é de hoje. Mas o que realmente não pretendemos apoiar é algum nome que aponte para os vícios da velha política".

Correligionário do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Olímpio teve nome anunciado ontem pelo presidente nacional da sigla, Luciano Bivar. A decisão se deu após reunião da bancada eleita na Câmara, em Brasília. Até então, sua articulação com senadores apontava nomes de outros partidos, principalmente nas pré-candidaturas de Alcolumbre, Tasso, Dias e Amim.

"E agora, com essa missão o partido, eu me coloco como mais uma dessas opções, prosseguindo nesse processo de agregação e de fortalecimento para termos uma candidatura sólida com chance de vitória."

Mesmo colocando favoritismo sobre Calheiros, ele diz acreditar numa candidatura de consenso contra Calheiros.

Com informações portal O Povo Online

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