9 de janeiro de 2019

Bancada cearense na Câmara se divide sobre novo governo

Capitão Wagner integrará a base do Governo, Celio Studart se declara independente e André Figueiredo deve liderar a oposição ao Governo (Foto: Divulgação) 
A larga vantagem que o candidato derrotado na eleição Fernando Haddad (PT) teve sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Ceará - 71,11% dos votos válidos contra 28,89%, conforme o TSE - não se reflete na Câmara dos Deputados. Na bancada cearense, composta por 22 deputados federais, o cenário deverá ser de equilíbrio. 



O deputado federal Capitão Wagner (Pros) projeta de nove a dez deputados locais na base de Bolsonaro. São eles: Heitor Freire (PSL), Domingos Neto (PSD), Vaidon Oliveira (Pros), Roberto Pessoa (PSDB), Moses Rodrigues (MDB), Junior Mano (Patriota), Genecias Noronha (Solidariedade) e Doutor Jaziel (PR). Ele não informou o décimo.

Wagner afirma que seu apoio a Bolsonaro não será integral. "A própria reforma da previdência é uma incógnita, a agenda de privatizações também precisa ser clara. Vamos apoiar na maioria". Apoio irrestrito ao presidente, Wagner diz esperar somente de Freire.

Líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (PDT) assegura dez deputados federais na oposição, com possibilidade de evolução. Como certos, os seis eleitos pelo PDT, três petistas e Denis Bezerra (PSB). A nível nacional, PDT, PSB e PCdoB formaram bloco de oposição contra Bolsonaro. Ele cita ainda conversas com o Partido Verde, sigla que poderá integrar este bloco. Isso aumentaria o número de cearenses opositores na Câmara, já que Célio Studart está abrigado na sigla.

Studart confirma a conversa entre partidos, mas nega qualquer definição. Será oposição quando as ações do Governo forem contra pautas caras ao partido, como a defesa do meio ambiente. Por enquanto, se define independente. Com quatro parlamentares eleitos, afirma que o PV terá contornos melhor desenhados dentro de dois a três meses. "Não há total noção da postura que o governo adotará".

Levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que em toda a Câmara Federal, o governo Bolsonaro começará com 255 deputados apoiadores e 141 opositores.

Confira a posição dos deputados segundo as lideranças:

NOMES QUE DEVEM INTEGRAR BASE GOVERNISTA
Capitão Wagner (Pros)
Domingos Neto (PSD)
Dr. Jaziel (PR)
Genecias Noronha (Solidariedade)
Heitor Freire (PSL)
Júnior Mano (Patriota)
Roberto Pessoa (PSDB)
Moses Rodrigues (MDB)
Vaidon Oliveira (Pros)

NOMES QUE DEVEM INTEGRAR A OPOSIÇÃO:
André Figueiredo (PDT)
Denis Bezerra (PSB)
Eduardo Bismarck (PDT)
Idilvan Alencar (PDT)
José Airton (PT)
José Guimarães (PT)
Leônidas Cristino (PDT)
Luizianne Lins (PT)
Mauro Filho (PDT)
Robério Monteiro (PDT)

NOME QUE SE APRESENTAM COM POSIÇÃO INDEPENDENTE: 
Célio Studart (PV)

NOMES AINDA INDEFINIDOS:
A.J. Albuquerque (PP)
Pedro Bezerra (PTB)