8 de março de 2014

Dilma chama cúpula do PMDB para encontro domingo e tenta debelar crise

Com a ameaça de retaliações de setores do PMDB, a presidente Dilma Rousseff convocou a cúpula do partido para discutir amanhã a crise que envolve o espaço da sigla na reforma ministerial e os impasses em alianças estaduais.

Os conflitos foram motivo de troca de ataques entre lideres dos dois partidos durante o feriadão de Carnaval e aumentou dentro do PMDB a pressão por antecipar a convenção partidária para este mês, decidindo sobre o futuro da sigla nas eleições de outubro, e ainda a possibilidade de derrotas do Planalto no Congresso. 

Há quem defenda que o PMDB feche o apoio nacional ao PT, mas libere os estados. A reunião de Dilma com o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi confirmada ontem, durante encontro do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) com o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que contou ao final com a presença do chefe de gabinete da presidente, Giles Azevedo.

Na conversa, Mercadante e Raupp discutiram os problemas entre as legendas. No domingo, os dois partidos tentarão chegar a um entendimento.

Os principais focos de tensão estão nas montagens das candidaturas estaduais, especialmente no Rio de Janeiro e Ceará. As duas legendas só estariam juntas no Distrito Federal, no Pará, em Sergipe e no Amazonas.

O descontentamento com a reforma ministerial e com o tratamento do Planalto levou o PMDB a patrocinar a composição de um “blocão” na Câmara, com oito partidos, capaz de dificultar a vida do governo em votações.

Segundo Raupp, “o maior problema dentro do PMDB hoje são as alianças regionais”. “Essa ansiedade, aflição das eleições que se aproximam e os desencontros do PT e PMDB na maioria dos estados tem que ser conversado com mais profundidade, começar a resolver essas alianças para depois começar uma convivência mais pacifica entre os dois partidos que sustentam a base do governo”, afirmou.

Na quinta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também entrou em campo e telefonou para peemedebistas pedindo a “pacificação”.

Num encontro ontem, Dilma e Lula discutiram as insatisfações do PMDB, principal aliado, e acertaram que não aceitariam ultimatos e que pretendiam isolar o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), que virou porta-voz dos descontentes do partido. Raupp afirmou que “não cabe ao PMDB ficar pedindo cargos no governo”. O Planalto teria acenado com a indicação do senador Vital do Rego (PMDB-PB) para o Ministério do Turismo.

Com informações O Povo Online