5 de abril de 2014

Cid fica e cenário pré-eleitoral continua indefinido

Com a decisão, começa maratona para construção da candidatura governista (Foto: Fabio Lima)
Depois de 11 dias de dúvidas e tentativas frustradas de acordo, o governador Cid Gomes (Pros) anunciou ontem, pelo Facebook, que não irá renunciar e que cumprirá o mandato até o fim. A decisão impacta no cenário pré-eleitoral do Ceará, que se viu estremecido após Cid ter lançado opção de deixar o cargo para que seu irmão, Ciro Gomes, pudesse concorrer ao Senado. Com o “fico”, Cid deixa claro o fator que mais pesou em seu ato e sinaliza para aquele que será seu principal objetivo a partir de agora: eleger um sucessor de sua total confiança. 

“Concluir a obra que iniciei, aperfeiçoar as políticas públicas sob minha responsabilidade e, fundamentalmente, entregar o estado do Ceará em boas mãos, me parece ser o meu dever”, justificou Cid, no texto publicado no Facebook.

A partir de agora, têm início as movimentações para escolha de quem será o candidato apoiado por Cid nessas eleições. O prazo oficial é 30 de junho, mas alguns elementos pressionam por decisões prévias. O PMDB lançou o dia 30 de abril como data-limite para homologação da candidatura do senador Eunício Oliveira ao Governo. “O partido quer chegar lá com a chapa definida, se possível”, avisou o peemedebista, que aguardará chamado de Cid para nova conversa sobre o pleito.

Nos bastidores, avalia-se que a permanência do governador no cargo enterrou ainda mais as chances de Eunício vir a ser o escolhido pelo grupo governista. Com a decisão de Ciro de não disputar o Senado, a premissa inicial de que o Pros indicaria um nome para a vaga de governador volta a ganhar força.

O peemedebista foi econômico ao avaliar a postura de Cid, e afirmou apenas que “renúncia é ato unilateral de vontade. A avaliação é própria, individual, então não cabe nenhum tipo de comentário. (...) Assim como a do governador é unilateral, a do PMDB também é. A posição do PMDB é definida, irreversível”, lembrou.

Descartada a renúncia, os partidos que pleiteiam a vaga do Senado na chapa governista respiram menos preocupados. “A tese do PT se consolida. Essa decisão mostra que a tese está no caminho certo. A decisão manteve a ordem das coisas que já vinha estabelecida”, avaliou o deputado federal José Guimarães, pré-candidato do PT ao Senado.

Com informações O Povo Online