1 de abril de 2014

Em evidência, vice faz mistério sobre futuro

Uma das peças-chave do cenário pré-eleitoral do Ceará, o vice-governador Domingos Filho (Pros) resolveu manter sob mistério sua posição diante de uma possível renúncia do governador Cid Gomes (Pros) no próximo dia 5. 

Perguntado várias vezes se deverá assumir o comando do Palácio da Abolição ainda este ano, ele disse que não comentaria o assunto. A saída de Cid passa por um acordo com Domingos, que, apesar de aliado, não faz parte do núcleo político original dos Ferreira Gomes. 

O vice esteve presente ontem na solenidade de posse da ex-deputada estadual Patrícia Saboia como conselheira do Tribunal de Contas do Ceará (TCE). Caso Cid resolva deixar o governo para disputar o Senado ou para abrir espaço a uma candidatura do irmão Ciro Gomes (Pros), Domingos Filho poderá tomar a frente do Executivo, assumindo posição crucial na condução da sucessão de Cid.

A situação, no entanto, terá de ser negociada com o governador, principalmente porque Domingos tem interesse em se prolongar no comando do Estado. Caso vire titular em 2014, só poderá disputar em outubro como candidato à reeleição. De outro modo, pela lei eleitoral, ficará inelegível para qualquer outro cargo.

Sobre como o Pros conseguirá costurar a aliança com PT, PMDB e PCdoB – todos com interesse em cargos majoritários – o presidente da Assembleia Legislativa, José Albuquerque (Pros), o ex-ministro Leônidas Cristino, o deputado estadual Camilo Santana (PT) e o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (Pros) disseram apenas que a composição dos cargos será negociada e que toda a condução do processo será feita e anunciada por Cid.

Cotado como possível candidato ao Governo caso o Pros fique com a vaga ao Senado, Camilo sorriu ao ser perguntado se toparia a disputa e disse que a questão será resolvida pelo deputado federal José Guimarães (PT).

O senador Inácio Arruda (PCdoB) disse que a sigla está aberta à discussão, mas que quer se manter no Senado e que, caso não haja acordo, “se estabelece a divisão”, com um cenário novo para novas negociações de aliança.

Com informações O Povo Online