17 de agosto de 2015

Cerca de 15 mil pessoas protestaram contra o governo em Fortaleza

Grupo se concentrou na Praça Portugal e saiu em caminhada em direção à praia de Iracema (Foto: Tatiana Fortes)
Faixas com palavras de ordem contra Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o PT dividiram espaço com bandeiras do Brasil na Praça Portugal, ontem. O protesto foi embalado por manifestações que pediam o impeachment da presidente e “o fim do comunismo no País”; aclamavam Sérgio Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato; e cantavam músicas em ritmo de axé que falavam do orgulho de ser brasileiro e debochavam de discursos de Dilma. 

Pelo menos 15 mil pessoas participaram do ato em Fortaleza, segundo a Polícia Militar – dez mil a menos que a estimativa do mesmo órgão sobre a manifestação que aconteceu em abril na Capital. O número, para os organizadores do evento, foi de 50 mil. Com concentração marcada para 14 horas na praça, o protesto teve fim por volta de 19 horas, no aterro da Praia de Iracema.

Se pouparam o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) esteve presente em muitas queixas. Já o grito contra a corrupção se juntou ao coro contra o comunismo e o socialismo. “Nossa bandeira jamais será vermelha”, dizia uma faixa da manifestação. Em meio ao verde e o amarelo prevalecentes, a cor só aparece em cartazes de repúdio ao regime e ao PT.

Petrus Uchoa, estudante universitário, diz que protesta principalmente contra a “destruição cultural” que o PT causou no País. Ele diz não acreditar que o impeachment seja a solução, mas ao menos uma “medida punitiva de resposta do povo” ao governo.

A intervenção militar também esteve entre as reivindicações. Davi Azim, aposentado de 63 anos, defende que ela não deve ser confundida com ditadura ou golpe, mas é apenas uma “assepsia em todos os poderes infectados pelo comunismo e posteriormente realizar novas eleições”.

Parlamentares de oposição ao governo do PT estiveram no local apoiando o movimento. O deputado estadual Carlos Matos (PSDB) afirmou que a população está “indignada com o que está acontecendo no País”. Segundo ele, a baixa aprovação da presidente Dilma Rousseff a obriga apresentar uma nova agenda ao Brasil. “Ela praticamente não está reagindo àquilo que está acontecendo no País”.

Já o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) declarou que “mais uma vez o povo cearense compareceu à mobilização pelo grau de consciência que tem em relação ao desmando que vem acontecendo no País”. Matos alegou que a presidente “mentiu” para vencer as eleições e culpa o fracasso da gestão na crise internacional e na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

De um partido da base de apoio ao governo no Congresso, o deputado Danilo Forte (PMDB) esteve presente e declarou que a atitude mais “nobre” da presidente Dilma diante dos protestos seria renunciar ao mandato. O parlamentar afirmou que “Dilma não tem credibilidade mais para conduzir a nação”, e que falta condições para mudar o rumo da economia.

Com informações O Povo Online