18 de agosto de 2018

Eduardo Girão e Eunício Oliveira entre os mais ricos candidatos ao Senado


Os cearenses Eunício Oliveira (MDB) e Eduardo Girão (Pros), ambos empreendedores do ramo da segurança privada, estão entre os cinco candidatos ao Senado mais ricos do País. Os dois empresários apresentaram patrimônio superior a todos os nomes ao Senado de três regiões do Brasil: Norte, Nordeste e Sudeste. Os dados são do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral.

Enquanto o emedebista disse à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 89,2 milhões, o ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube apresentou um montante de R$ 36,3 milhões.

Os números ficam atrás apenas de multimilionários, como o candidato Fernando Marques (SD), do Distrito Federal, que apresentou impressionantes R$ 667 milhões. Ele é do setor farmacêutico.

Estão à frente dos cearenses ainda os candidatos Oriovisto Guimarães (Podemos), do Paraná, que declarou R$ 239,7 milhões, e Pedro Chaves (PRB), do Mato Grosso do Sul, com um valor de R$ 130,4 milhões.

Conforme levantamento feito pelo jornal O POVO, dos 342 que buscam uma das 81 cadeiras no Senado Federal, 139 declararam um patrimônio acima de um milhão de reais. O percentual de milionários é de 40,64% de todos os postulantes.

Ainda entre os cearenses, os candidatos José Alberto Bardawil (Podemos) e Cid Gomes (PDT) também declararam bens acima de um milhão de reais.

Com a mudança na legislação que proíbe a doação de pessoas jurídicas para as campanhas, muitos empresários optaram por financiar boa parte das suas atividades eleitorais.

Com treze candidatos, o Ceará é o quarto Estado brasileiro com o maior patrimônio declarado, somando todos os nomes que disputam uma vaga no Senado. Juntos, os postulantes somam a cifra de R$ 132,3 milhões.

Bem diferente da realidade da esmagadora maioria da população cearense, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2017, tem um rendimento médio mensal no valor de R$ 824. Fica abaixo de um salário mínimo, que está em R$ 954.

O perfil dos candidatos mais ricos em cada Estado é de centro-direita. Dos 27 estados, o MDB lidera em seis deles. Pelo menos duas delas com veteranos da política, como Edison Lobão (MDB), no Maranhão, que declarou R$ 8,6 milhões, e Renan Calheiros, em Alagoas, que apresentou quase R$ 2 milhões.

O PSDB, vem na sequência com quatro nomes. Seguido de PP e DEM, com três. As legendas PSC, PPL, PTC, PV, PSL, PTB, Novo, PSD, SD, PRB e Podemos lideram em pelo menos um Estado. Partidos que militam pelas ideias mais progressistas, como PT, Psol e PSB não lideram nos Estados.

Embora apresente poucos candidatos ao Senado, o Novo, com viés empresarial, tem contribuído para inserir o mercado financeiro na disputa eleitoral. O candidato à Presidência da República, João Amoêdo, declarou o valor de R$ 425 milhões.

O discurso adotado é de sucesso no trabalho e na carreira no campo privado. A ideia é convencer o eleitor que o sucesso na carreira empresarial é garantia de boa administração pública.

Se por um lado há os super-ricos, por outro há os pouco abastados. Como exemplos, estão Jorge Vianna (MDB), da Bahia, que declarou R$ 950,78 de patrimônio. Já Anísio Guato (Psol), do Mato Grosso do Sul, apresentou R$ 60.

Com informações portal O Povo Online

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