22 de setembro de 2016

Lula volta ao Cariri

Lula foi recebido com euforia pelo eleitores de Barbalha (Foto: Flávio Pinto)
No intuito de fortalecer campanha de candidatos do Cariri e Centro-Sul do Estado, o ex-presidente do País, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve participando de atos de campanhas nas cidades de Crato e Barbalha. Ele chegou ao Juazeiro do Norte por volta das 10 horas, em voo fretado, na base Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). Ainda no local ele foi recepcionado por uma multidão. Uma multidão nas ruas de Barbalha e Crato atendeu ao chamado diante de um sol escaldante. 

Em Barbalha, Lula fez um discurso de quase 30 minutos, mesmo com problema na garganta. O governador Camilo Santana saiu em defesa de Lula ao afirmar que a maior obra do ex-presidente foi dar mais condições aos pobres e citou obras como a do Canal da Transposição do Rio São Francisco e o Bolsa Família. Ele lembrou da última visita de Lula a Barbalha, há 16 anos.

Em Crato, Lula teve dificuldade de sair no veículo em que estava, por conta da multidão que cercava o carro, onde vinha com o governador Camilo Santana e a primeira-dama do Estado, Onélia Leite.

Lula ainda ressaltou sua tristeza, por antes, segundo ele, poder afirmar ao mundo que viveu um momento histórico no Brasil, tanto nos Estados Unidos, Alemanha ou na China, de que o brasileiro podia tomar café, almoçar e jantar todo dia. “Dizia que pobre deixava de ser um problema e passava a ser uma solução, porque a gente começou a tratá-lo com respeito”, frisa.

Ele lamentou por o projeto da transposição ainda não estar pronto para atender à população do Nordeste e ao povo cearense, mas disse que quer estar vivo para vir ao Estado novamente, para vir inaugurar não apenas o Canal do Rio São Francisco, mas o Cinturão das Águas. 

Se tem uma coisa que tenho orgulho, é de olhar na cara de uma mulher, na cara de um homem ou de uma criança, e dizer para vocês: no dia que acharem um Real na minha vida que não seja meu eu não valho mais a confiança de vocês”, disse Lula. Ele ainda ressaltou que se o cidadão tem convicção de alguma coisa, que guarde para ele. “Se está dizendo alguma coisa que prove. Se não provar, que peça desculpas.  Não é vergonha pedir desculpas”, destacou. Ainda acrescentou estar com a consciência tranquila.


“Eu fiz muito mal nesse país. Garanti que fossem criados 22 milhões de empregos, as pessoas guardassem um jegue e fossem andar motocicletas, mais de um milhão e quatrocentas mil cisternas no Nordeste, para diminuir o sofrimento do povo, além de pobre no Ceará e no Brasil pudessem viajar para visitar parentes em São Paulo, de avião, além do alimento básico”, completa.

Com informações Gazeta do Cariri