20 de setembro de 2016

Urnas são preparadas e lacradas para as eleições

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) começou ontem (27/09) o processo de preparação e lacração das urnas eletrônicas para o pleito municipal deste ano. O procedimento está previsto para terminar até a próxima terça-feira (27/09).

Segundo Ivan Alexandre Sampaio, chefe da seção de urnas eletrônicas do TRE-CE, o processo consiste na instalação dos aplicativos necessários para a votação nas urnas, seguida da lacração de cada um dos equipamento. 

Tudo é supervisionado e assinado por juízes e promotores de plantão.“Para garantir a transparência, eles assinam um jogo de lacres para cada urna”, descreve Sampaio.

O servidor lembra que o Brasil completa 20 anos do início do uso desses equipamentos em 2016. “A cada ano que passa, está mais seguro, não apenas no aspecto da tecnologia, mas também no fato de que todas as fases desse processo são auditáveis.”

A segurança das urnas eletrônicas é um aspecto questionado de forma recorrente no País. No pleito de 2014, que escolheu Dilma Rousseff (PT) como presidente da República, o partido do candidato derrotado, o senador Aécio Neves (PSDB), pediu a recontagem dos votos.

Sampaio vê o episódio com olhar otimista, afirmando que as auditorias que ocorrem após o processo eleitoral mostram que tudo está de acordo. “Sempre vai haver questionamento, mas isso é interessante pra que o processo amadureça a cada eleição”, disse.

Um dos promotores eleitorais que acompanharam o processo, Marcus Renan Palácio questionou o fato de nenhum candidato ou representante de partido ter ido ao Centro de Armazenamento do TRE-CE para fiscalizar o ato. “É dada a eles a oportunidade de fiscalizar nosso trabalho. Por que não estão aqui para constatarem logo (a segurança do processo)?”, questiona.

Sampaio diz ainda que trabalha há 15 anos na seção de urnas eletrônicas do Tribunal e nunca viu nenhum representante de partido.

“A não presença dos partidos não tira a transparência, porque temos membros do Ministério Público, da magistratura”, defende. O procedimento é aberto ao público.

Com informações O Povo Online