28 de janeiro de 2015

Renato Roseno critica modelo de eleição da Mesa da Assembleia

Renato Roseno (Psol) deve ser o único parlamentar a se posicionar contra a chapa da Mesa Diretora a ser apresentada na Assembleia neste domingo. Ele critica o modelo de eleição da Casa, que só permite disputa em chapas com doze deputados.

“É uma pena eu não ter como me lançar isoladamente, para mostrar a insatisfação, mostrar que não há esse consenso que dizem”, diz. Roseno defende modelo semelhante ao da Câmara Federal, onde cada cargo pode ser disputado individualmente, sem necessidade de se unir outros onze indicados - oito titulares e quatro suplentes - para a chapa. 

No plano federal, o Psol inclusive lançou candidatura de Chico Alencar (RJ) ao comando da Câmara. “Se a gente pudesse sair candidato, mesmo que fosse para perder, a gente lançava candidatura. Para nós é muito importante, para mostrar que há contraponto, uma oposição para o debate (...) não participarei de nenhum bloco, dessa negociação”, diz.

Voto isolado de Roseno ocorre pois bloco de 13 opositores deverá participar da Mesa e votará a favor da chapa. “Nós não queremos disputa dentro da Casa. Vamos disputar e criticar questões como a seca, a solução para o problema da violência. Mas a Mesa deve ser consensual”, diz o opositor Danniel Oliveira.

A eleição da nova mesa acontece no domingo, (01/02, após posse dos deputados eleitos no ano passado. Sem concorrente, Zezinho Albuquerque (Pros) deve ser reeleito presidente da AL.

Apesar de possuir tamanho suficiente para disputar até a 1ª secretaria da Casa, o bloco de cerca de 13 deputados de oposição deverá ficar com a 2ª vice e a 3ª secretaria. A indicação segue o que é tradição na Assembleia, de que apenas deputados da base aliada ocupem os três cargos mais “importantes” da mesa.

O jornal O Povo apurou que para os cargos, são avaliadas as indicações de Danniel Oliveira (PMDB) e João Jaime (DEM), respectivamente, apesar de Audic Mota (PMDB) e Dra. Silvana (PMDB) também demonstrarem interesse nos cargos. Apesar de o “acerto” ser dado como certo nos bastidores, Danniel Oliveira diz que “nada está descartado”.

“Teríamos duas vagas, mas tem fatores como presidentes de comissões. Como por exemplo o Carlos Matos (PSDB), que poderia presidir comissão de Agricultura. Isso pode mexer na Mesa”, avalia.

Já a 4ª secretaria, último cargo da Mesa, deve ficar com o bloco PDT-PP-PEN-PSL. Indicado seria o recém-eleito Joaquim Noronha (PP).

Com informações O Povo Online