17 de janeiro de 2015

Renato Roseno fará oposição isolada na Assembleia

Primeiro deputado estadual eleito pelo Psol, o advogado Renato Roseno, que se coloca como oposição de esquerda deverá fazer uma oposição isolada na Assembleia Legislativa.

“Nós queremos fazer, obviamente, um mandato que seja a voz das lutas sociais das mais diversas, das lutas pelos direitos das maiorias sociais, das lutas de terra e território, das lutas ambientais”, afirmou.

Roseno disse ainda que deverá fazer um mandato de fiscalização dos investimentos públicos e citou preocupação em relação ao início do mandato do governador Camilo Santana (PT) a respeito dos cortes orçamentários no início da gestão. Segundo o parlamentar, as medidas atingiram “especialmente as áreas sociais”. 

O deputado estadual Heitor Férrer (PDT), forte nome de oposição ao governo Cid Gomes (Pros), afirmou à reportagem que deverá manter a neutralidade na próxima legislatura. “Com relação ao governo vou continuar fiscalizando as ações no sentido de estabelecer os critérios da moralidade e eficiência”.

Outro nome que historicamente tem discurso forte contra governos petistas, o deputado estadual Fernando Hugo (SD), abriu mão do bloco opositor ao governador Camilo Santana. “Na Assembleia vou apoiar o governo Camilo Santana. Já disse a ele que na hora que achar conveniente me contrapor a alguma posição que ele venha a tomar serei crítico construtivo”, disse.

Segundo o deputado Danniel Oliveira (PMDB) um bloco de oposição está sendo articulado dentro da Casa reunindo ao todo 13 deputados. O deputado, no entanto, se restinge a afirmar que terá voz de “neutralidade” no próximo mandato.

Danniel afirmou ainda que os partidos que devem compor o bloco são PR, PV, PPS, PMDB, PSDB, DEM e PSDC. Segundo ele, na próxima semana os parlamentares deverão se reunir para afinar o discurso. “Teremos uma posição clara de oposição. Faremos um papel fiscalizador sem revanche, sem briga ou raiva. Será uma oposição voltada para que as promessas do governo sejam feitas”.

A expectativa dos parlamentares em relação ao bloco, no entanto, não deve se confirmar ainda nos primeiros meses de 2015. Apesar do número maior de deputados eleitos em coligações opositoras a Camilo em relação ao governo Cid Gomes, um nome de peso político não deve embarcar no discurso contrário ao grupo político PT-Pros.

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) não garantiu voz de oposição no primeiro momento. “Vamos ter o posicionamento de tolerância nos seis primeiros meses”, disse. Segundo o deputado eleito com discurso de oposição, o mandato será de “independência” até que o governo realize as medidas iniciais da gestão".

Com informações O Povo Online