30 de janeiro de 2015

Oposição a Camilo começa dividida na Assembleia Legislativa

Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará - Foto Bia Medeiros
Deputados que fazem parte dos partidos de oposição ao governador Camilo Santana (PT) na Assembleia Legislativa decidiram, em almoço realizado na tarde de ontem (29/01), se dividir em até três blocos compondo uma frente opositora à administração estadual. 

Um bloco deverá ser formado pelos seis deputados eleitos pelo PMDB, Danniel Oliveira, Dra. Silvana, Carlomano Marques, Agenor Neto, Audic Mota e Walter Cavalcante, o outro será constituído pelo PSDB, com o deputado Carlos Matos, o DEM, com João Jaime, o PPS, com Tomaz Holanda, e o PR, com Capitão Wagner e Fernanda Pessoa. Ainda fazendo parte da chamada frente opositora, as legendas PSDC, com o deputado Ely Aguiar e o PV, com Roberto Mesquita, podem compor um terceiro bloco.

Segundo o deputado estadual Danniel Oliveira (PMDB), a decisão para a divisão desses blocos seria no sentido de contemplar “divergência de posições em questões internas” de cada partido. A estratégia inicial seria formar um bloco de 13 deputados para requerer comando de comissões temáticas da Casa e posições na Mesa Diretora. Segundo Oliveira, a divisão não separa, no entanto, os deputados da oposição. O peemedebista afirmou que os blocos fatiados funcionarão para fortalecer a oposição dos deputados na Assembleia Legislativa.

Perguntado pelo jornal O POVO se abriria o diálogo com os deputados considerados independentes, como Heitor Férrer (PDT) e Renato Roseno (Psol), para compor a frente opositora ao governo petista, o parlamentar afirmou que deve fazer o convite “para que eles compartilhem da frente oposicionista”.

Em contato com o deputado Heitor Férrer (PDT), e indagado se aceitaria o convite de Danniel Oliveira para compor o bloco ou a frente opositora, o pedetista garantiu que o seu mandato deverá permanecer com “independência”. “A minha dificuldade é que o PDT dá apoio político e administrativo ao governo. Esse partido me libera para eu ter o comportamento livre, mas fazer parte de bloco de maneira oficial o partido não permitiria”, alegou.

Dono do primeiro mandato do Psol na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Renato Roseno disse que “a legitimidade do mandato não é estar junto de a A ou B, e sim estar junto das maiorias sociais”. Para deputado, a sua posição “não se guia pela lógica dos partidos no interior do parlamento”.


Com informações O Povo Online