23 de maio de 2017

"Não podemos jogar o País numa aventura", diz Tasso

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, disse ontem que as delações da JBS contêm "denúncias gravíssimas", com desdobramentos imprevisíveis. Tasso evitou ser taxativo quanto à permanência do PSDB na base aliada do presidente Michel Temer, mas afirmou ser preciso afastar uma "aventura" no País.

"Num momento como este, não podemos jogar o País numa aventura", afirmou. Antes de ser informado de que Temer havia mudado sua estratégia jurídica, desistindo do pedido de suspensão do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), ele mostrou desapontamento ao saber que a Corte não iria mais julgar o caso amanhã (24/05).

Questionado sobre quanto tempo o PSDB vai esperar para tomar uma decisão a respeito de seu destino, o senador indicou que o partido aguardará o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 6 de junho.

O processo que pede a cassação da chapa foi movido pelo PSDB, quando a legenda era oposição. "Temos de acompanhar os passos do Supremo e, em seguida, tem a votação no TSE, que talvez seja mais relevante e definitiva", disse o senador.

Tasso é presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, e anunciou ainda a retomada do calendário de análise da reforma trabalhista, com a apresentação do relatório para hoje (23/05). A oposição promete obstruir os trabalhos

Seguindo estratégia definida no domingo (21/05) em jantar realizado no Palácio do Planalto, o tucano afirmou que a agenda de trabalho do Senado não pode ser paralisado em virtude da crise vivida pelo governo. “A questão [da reforma] não é de governo, mas de país. Nosso compromisso é com o país e mostrar que estamos trabalhando normalmente e que os acontecimentos políticos independem dos acontecimentos daqui”, disse Jereissati.


Segundo ele, a reforma trabalhista está “dentro da linha” programática do partido. “A questão é que não devemos deixar o país degringolar por causa da crise do governo”, afirmou.

Com informações O Povo Online