16 de setembro de 2014

Lula afirma que Marina quer "terceirizar" a Presidência da República

Lula em Ato em Defesa do Pré-sal, da Petrobrás e do Brasil, realizado no Rio de Janeiro (Foto: Ricardo Stuckert)
Em tom de campanha e de crítica à candidata Marina Silva, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou às origens e se juntou, em um ato em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio, a petroleiros e outros sindicalistas para defender o pré-sal contra o que consideram ataques da oposição. Apesar de dizer que não desejava criticar a ex-colega de partido, Lula atacou o programa de governo da candidata do PSB e afirmou que, se fosse ela, “proibia seus economistas de falar, porque cada um fala mais bobagem que o outro”. 

Disse ainda que Marina pretende terceirizar o papel de presidente. “Se tem uma coisa que você não pode terceirizar é o cargo de presidente da República. Este é um cargo que você não pode terceirizar. Ou você assume ou não assume. Esse negócio de pedir para cada um falar um pedacinho das coisas que estão acontecendo neste país não dá certo. Afinal, este país não é uma colcha de retalhos que pode ser subdividido. Eu, se fosse a candidata que faz oposição a Dilma, proibiria seus economistas de falar, porque cada um fala mais bobagem que o outro. E o que pode acontecer é que o programa de governo possa ser feito a 500 mãos, menos as dela (de Marina).”

Lula, em seu breve discurso, minimizou as denúncias de corrupção na empresa e criticou a CPI que investiga a estatal. De acordo com o ex-presidente, a instalação dessas comissões visa “achacar empresários”.

“No pré-sal, já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão que essas pessoas (parlamentares) pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. Os milhares de trabalhadores dessa empresa não podem ser confundidos com alguém que porventura possa ter cometido um erro qualquer. Se alguém praticou erro, se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia, e o povo da Petrobras tem que ter orgulho de vestir essa camisa.”

Cerca de mil pessoas acompanhavam fala de Lula, segundo a PM. O ato começou com 300 pessoas na Cinelândia e foi ganhando adesão ao longo do percurso. Os organizadores estimaram em 6 mil o público.

Com informações O Povo Online