29 de janeiro de 2018

Temer diz que sofre oposição radical, mas destaca falta de "povo nas ruas"

Amaury Jr. entrevista o presidente Michel Temer no palácio do Alvorada (Foto: Beto Barata)
O presidente Michel Temer afirmou que tem sofrido uma “oposição radical”, mas “curiosa”, porque não há manifestações contra ele na rua. Segundo medebista, isso ocorre porque a população está sendo capaz de notar a diferença entre o que ocorreu “no passado” e o que ocorre em seu governo. 

“Todo mundo percebe que eu tenho sofrido uma oposição radical, mas uma oposição curiosa: não tem gente na rua. Você perceber que, muitas vezes, quando há movimentos contra o presidente a serem examinados pelo Congresso Nacional... Não há uma pessoa em frente ao Congresso Nacional, não há um movimento de rua. O que acontece é que o povo está percebendo o que aconteceu no passado e o que está acontecendo agora”, disse em entrevista ao programa de estreia do apresentador Amaury Jr. na Band na madrugada de ontem (28/01).

A entrevista faz parte de uma ação do Planalto para divulgar e tentar popularizar a reforma da Previdência. Ontem, o presidente foi entrevistado pelo apresentador e dono do SBT, Silvio Santos. Hoje, ele estará no programa do Ratinho, também no SBT.

O presidente ainda afirmou que quer ser lembrado como “o sujeito que fez as reformas indispensáveis ao País”.

Uma dessas tarefas é a aprovação da reforma da Previdência, que, segundo ele, já está sendo absorvida pela população. “E, absorvido pela população, isso repercutirá no Congresso Nacional. Tenho certeza de que em fevereiro vamos conseguir aprovar a reforma da Previdência”, reiterou. 

Temer destacou que, além de ser necessária para garantir a aposentadoria da população, há um efeito internacional significativo da aprovação da reforma da Previdência, comentando o recente rebaixamento do rating do Brasil pela agência de classificação de risco S&P. 

“O que levou a essa nota de crédito foi a história de que você não vai conseguir a reforma da Previdência e isso é fundamental para o Brasil.”Temer ainda lembrou as medidas de seu governo, como a reforma trabalhista, a recuperação do “prestígio da Petrobras” e o estabelecimento do teto de gastos. “Quem é que teve coragem de estabelecer um teto para os gastos públicos? Porque o que o governante mais quer é gastar, se tiver interesses eleitorais, sem dúvida alguma, quanto mais gastar, melhor”, defendeu.

O presidente Temer terá uma semana cheia. Ele cancelou a viagem que faria a Portugal na próxima sexta-feira (02/02), por ocasião da 13ª Cimeira Brasil-Portugal. Segundo um assessor, o presidente decidiu não viajar para a cúpula bilateral para dedicar-se à reforma da Previdência. O governo precisa garantir os 308 votos necessários para aprovar a matéria, prevista para ser votada em 19 de fevereiro.

Com informações portal O Povo Online