14 de novembro de 2015

Menos tempo de campanha deve favorecer candidatos conhecidos

O que muda com a redução pela metade do tempo de campanha eleitoral? Para líderes políticos e especialista ouvidos pelo jornal O POVO, a mudança beneficia candidatos mais conhecidos e dificulta a renovação de quadros.

“Lançar um nome conhecido será um critério de primeira ordem nos partidos”, acredita Ricardo Alcântara, marqueteiro com 30 anos de experiência em campanhas eleitorais, hoje filiado à Rede Sustentabilidade. Sancionada no mês passado, a mudança, que faz parte da minirreforma política, foi divulgada em calendário pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os presidentes dos principais partidos no Ceará tem posicionamentos conflitantes. 

André Figueiredo, ministro das Comunicações e presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), reconhece a vantagem dos mais conhecidos, principalmente os que têm “serviços prestados à população”.

O senador Eunício Oliveira presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiros defende que “ninguém leva vantagem ou desvantagem”. Para ele, a mudança tem impactos puramente econômicos, para a diminuição de custos.

O presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) Luiz Pontes considera diminuição do tempo “um absurdo”. O tucano acredita que “quem não é conhecido perde” e desconfia até da diminuição de gastos.

Já Diassis Diniz, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará, enxerga os dois impactos, financeiro e político. 

O marqueteiro Ricardo Alcântara avalia que menos tempo de campanha eleitoral significa, além da possibilidade de haver sempre os mesmos nomes concorrendo às eleições, menos chances de reversão no pleito. “As campanhas tendem a terminar parecidas com a forma como começaram. Se isso acontecer, para quê precisa de campanha?”, questiona.

Com informações O Povo Online