13 de novembro de 2015

Prefeitos cearenses se articulam pela volta da CPMF

Prefeito cearenses se reuniram ontem em campanha pela volta da CPMF (Foto: Diego Camelo)
Pelo menos quarenta prefeitos do interior do Ceará se reuniram na manhã de ontem (13/11), no Palácio da Abolição, para fazer coro à volta da nova CPMF. Com recurso oriundo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) cada vez mais enxuto, devido à queda na atividade econômica do País, o retorno do polêmico imposto é a saída vista por gestores municipais para aliviar os cofres das prefeituras. 

O encontro, organizado pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), contou com a presença da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da União de Vereadores e Câmaras do Ceará (UVC).

Para o presidente da Aprece, Expedito Nascimento, esse é o momento de articulação entre os prefeitos e deputados federais no sentido de conquistar apoio à proposta no Congresso Nacional.

“Não se está votando só na CPMF, está votando-se na salvação do município. Se o deputado foi votado no município, se ele foi apoiado pelo prefeito do município, chegou o momento do prefeito cobrar o retorno em torno desse voto”, defendeu.

Em relação à impopularidade da pauta na sociedade, o presidente afirmou que os prefeitos estão “vestindo a camisa da CPMF” e que precisam do apoio dos deputados. “Se eles (deputados) tiverem um projeto popular que traga dinheiro urgente para salvar os municípios nos apresente”, acrescentou.

O presidente da UVC, vereador César Veras, pediu a união de prefeitos e parlamentares municipais no sentido de fortalecer o movimento em torno da aprovação do imposto. “Temos força suficiente para cobrar dos nossos representantes (no Congresso) a provação imediata da CPMF. A meu ver, é a única solução para tirar os nossos municípios da falência que se encontram hoje”.

Representando a CNM, o supervisor dos estudos técnicos do órgão, Ilton Silva, defendeu também a volta do imposto afirmando que cerca dos R$ 14,4 bilhões previstos para os municípios seriam fundamentais para investimentos na saúde e educação.

Ainda não há previsão da data de votação da PEC do novo imposto na Câmara dos Deputados.

Com informações O Povo Online