18 de novembro de 2015

Diferença entre renda de ricos e pobres é a menor em dez anos no Ceará

No ano passado, a razão entre a renda média dos 10% mais ricos e dos 10% mais pobres no Ceará ficou em 31,5. Isso significa que, atualmente, a renda dos 10% mais ricos é 31,5 vezes maior que a dos 10% mais pobres — número menor que a média nacional. Em 2004, era 41,9. O pior ano do intervalo apresentado foi 2005: 48,4.

Em 2004, segundo o Ipece, 18,6% da população cearense tinha renda domiciliar per capita abaixo da linha de extrema pobreza. No ano passado, o número era de 6,3% da população em extrema pobreza. Se for considerada a população abaixo da linha da pobreza, o percentual caiu de 47,5% em 2004 para 17,3% em 2014. 

Muito da diminuição foi impulsionado pelos índices da Região Metropolitana de Fortaleza, que, em 2014, tinha 1,9% da população abaixo da linha de extrema pobreza. Na zona rural do Estado, 14% das pessoas ainda estão nessa situação. Abaixo da linha de pobreza, estão 6,6% dos habitantes da RMF e 341% dos moradores da zona rural.

Mesmo com o avanço das estatísticas, o Estado permanece com indicadores piores que os do Nordeste e do Brasil. A renda domiciliar per capita média mensal do cearense, por exemplo, é R$ 619,30: a terceira pior do País. Na análise de Flávio Ataliba, diretor do Ipece, isso reitera a necessidade de avanços para a população de forma mais uniforme que atualmente.
 
“Na zona rural, há ainda uma dificuldade, reforçada pelas condições de clima, e um percentual importante de pessoas vivendo em pobreza e extrema pobreza e uma evolução da renda muito lenta comparada com a RMF ou as grandes cidades do interior”. Os números vêm crescendo, mas numa taxa abaixo da ideal para que se aproxime dos números brasileiros.

Segundo Ataliba, a diminuição da diferença entre pobres e ricos se dá, sobretudo, pela existência de programas de transferência de renda. Para que perdurem a médio e longo prazos, ele ressalta, é necessário que sejam reforçadas também políticas de melhoria de educação e saúde. Apesar de terem diminuído, pontua, as taxas de desigualdade ainda são “muito altas”.

Com informações O Povo Online