18 de novembro de 2015

Temer confirma que PMDB terá candidato à Presidência em 2018

Michel Temer por ocasião do seu discurso no Congresso da Fundação Ulysses Guimarães (Foto: divulgação)
Durante seu discurso ontem (17/11) no Congresso da Fundação Ulysses Guimarães, o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, foi interrompido por militantes que gritaram "impeachment” e “Temer presidente”. 

Ele respondeu aos correligionários que, “por enquanto, não”. “Vamos esperar. Em 2018, vamos lançar um candidato [à Presidência da República]. Temos grandes nomes no PMDB, não eu. Estou encerrando minha vida pública”.

Temer disse que o Programa Uma Ponte para o Futuro, documento com propostas para tirar o Brasil da crise, divulgado em outubro e que está sendo discutido no encontro, não é eleitoral. “Esse programa pode ser uma contribuição para o governo a que eu pertenço para retomar o crescimento, a estabilidade”.

Segundo o vice-presidente, para sair da crise econômica, as mudanças devem ser estruturais e “não apenas cosméticas”. “Devemos escolher nossas prioridades. Temos que equilibrar nossas contas públicas e realizar adequações nos gastos para permitir o controle da inflação, a queda dos juros e a retomada da capacidade de investimento o mais rápido possível. Temos que ter coragem de não fugirmos dessa luta, de não encolhermos diante de qualquer demagogia fácil. A sociedade brasileira exige ousadia e demanda um Estado moderno, ágil e eficaz”.

Na chegada ao encontro, o vice-presidente foi recebido aos gritos de “Brasil pra frente, Temer presidente!”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou que “o Brasil vive um momento complicado e o PMDB está fazendo a sua parte, está apresentando à nação um programa. Mesmo que não haja convergência sobre todos os pontos do programa, o PMDB está, sim, fazendo a sua parte.”

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (SP), também esteve presente e defendeu o rompimento do PMDB com o governo.

“Ninguém mais tem dúvida que o PMDB tem que buscar seu caminho próprio. Time que não joga, não tem torcida. Isso acabou. E haverá discussão se o PMDB tem ou não tem que ficar atrelado ao projeto que aí está. Nós não temos compromisso com aquilo que está sendo colocado, porque não participamos da sua formação. Sem que nossa voz possa ser ouvida, o PMDB tem que buscar seu caminho. E essa voz não pode ser abafada por meia dúzia de carguinhos para poder calar aqueles que não têm compromisso com o partido”, afirmou Cunha.


Com informações Agência Brasil