7 de novembro de 2015

Eunício responde ataques de Ciro

O senador Eunício Oliveira (PMDB) respondeu ontem (06/11), as recentes acusações e críticas do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em entrevista à rádio O POVO/CBN. Ele chamou Ciro e o irmão, o ex-governador Cid Gomes (PDT), de “donos da ética”, “sem escrúpulos” e “cooptadores de partido”.

Desde o fim da aliança entre o grupo dos Ferreira Gomes e o PMDB, em 2014, o acirramento entre eles tem se intensificado em entrevistas e eventos políticos.


No perfil de Ciro Gomes no Facebook, não faltam publicações de matérias jornalísticas contra Eunício Oliveira e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também do PMDB. 

Eunício acusou ainda Ciro de desviar dinheiro do Ministério da Integração para a obra da ferrovia Transnordestina, da qual é diretor.

“Malversação de dinheiro público fez o senhor Ciro Gomes quando ministro da Integração Nacional”, atacou. O senador destacou ainda o desempenho de Ciro como secretário da Saúde. “Já esqueceram o que aconteceu com a saúde pública do Ceará, que se tornou a pior do Brasil?”, questionou.

“Não vou fazer embate. Agora, não quero ver batedor de carteira gritando pega ladrão. Digo no sentido figurado. Pessoas que não têm comportamento ilibado”, completou.

Procurado, o ex-governador Cid Gomes, que era aliado de Eunício Oliveira no Ceará e precisava do apoio político do partido, disse que não comentaria as críticas do senador. 

Nas últimas semanas, o ex-governador disse que Cunha era um “ser abjeto, nojento” e acusou o vice-presidente Michel Temer de “chefiar quadrilha no governo”

“Eu só posso atribuir isso a alguém que não tem nenhum compromisso partidário, que a cada eleição disputa por um partido diferente. Usam partidos como usam as pessoas”, devolveu Eunício.

O senador disse que o grupo dos Ferreira Gomes de coopta partidos para se beneficiar de tempo de rádio e TV nas eleições. “Os donos da ética não têm sequer escrúpulo para cooptar um partido político”, frisou.

Para o peemedebista, Cid de cooptou o PP para não perder o apoio ano que vem. Ele se referia à ida do deputado Adail Carneiro para o Governo do Estado e do suplente Paulo Henrique Lustosa (PP) para a Câmara dos Deputados. Adail nega envolvimento na articulação.

O jornal O POVO procurou o presidente do PP, Padre Zé Linhares, mas as ligações não foram atendidas. Também não houve retorno da assessoria de Ciro Gomes.


Com informações O Povo Online