28 de novembro de 2017

Após desistência de Tasso de comandar PSDB e aliados pressionam por candidatura ao Governo

O recuo do senador Tasso Jereissati (PSDB) da candidatura à presidência nacional do PSDB já tem consequências no Ceará. Membros da oposição e aliados do ex-governador agora aumentam a pressão para que o tucano reveja a negativa e se lance candidato ao Governo do Estado no ano que vem.

Sem responsabilidades partidárias em Brasília, as preocupações de Tasso agora se voltam para o Estado que governou por três oportunidades. 

Depois de admitir a aliados que poderia disputar a sucessão de Camilo Santana (PT), o senador acabou recuando da possibilidade e tem admitido publicamente que não pretende voltar a disputar a cadeira de chefe do Executivo estadual.

O presidente estadual da sigla, Francini Guedes, disse ao jornal O POVO que a retirada da candidatura nacional, em nome da unidade do PSDB em torno do nome do governador Geraldo Alckmin, “naturalmente aumenta a pressão” da candidatura porque há “muita gente querendo o nome dele” para o Palácio da Abolição.

O deputado de oposição ao governador Camilo Santana na Assembleia Legislativa, Roberto Mesquita (PSD), avalia que a renúncia de Tasso em âmbito nacional dá “esperança” à ala opositora. “Ele vai ter mais tempo de se dedicar, como o gesto que ele fez agora reunindo diversos prefeitos para tratar estratégias de desenvolvimento para o Ceará”, prevê o parlamentar.

Para o deputado estadual Carlos Matos (PSDB), a pressão aumentará, inclusive, porque há um interesse nacional da legenda para a candidatura, tendo em vista a necessidade de fortalecer os palanques regionais na eleição presidencial de 2018. “Que vai aumentar a pressão, eu não tenho dúvida”, admite.

Aliados do senador não levaram a sério a recusa do tucano sobre a eleição ao Executivo em 2018. A grande maioria das lideranças ouvidas relembra as declarações em 2014 quando, ao ser derrotado para a reeleição no Senado, Jereissati disse que deixaria a política e cuidaria dos netos. Quatro anos mais tarde, no entanto, voltou a disputar a eleição e acabou vencedor.

Depois de se lançar candidato à presidência nacional do PSDB, o cearense acabou recuando da candidatura em nome da unidade do partido. Conforme o jornal O POVO apurou, a decisão já havia sido tomada na última quinta-feira (23/11) após conversas com o governador de São Paulo.

Antes de anunciar a desistência da candidatura ontem (27/11), o senador Tasso se reuniu com lideranças do PSDB de São Paulo. O cearense tinha a maioria do apoio dos paulistas na convenção de dezembro.

Dos 13 deputados federais de São Paulo, pelo menos 12 anunciaram voto no ex-governador do Ceará. O partido em São Paulo divulgou nota a favor de Tasso na época da destituição.

Depois de deixar a disputa pela presidência do PSDB, o senador Tasso Jereissati afirmou esperar que “alguns setores do partido não tenham participação nenhuma (na nova Executiva), ou muito pouca, porque foram responsáveis por essa falta de credibilidade”.

Com informações portal O Povo Online