2 de novembro de 2017

Oposição reage; cresce pressão sobre líderes

Em dia de mobilizações em Brasília e no Ceará, a oposição a Camilo Santana (PT) reagiu ontem (30/11) e aumentou pressão sobre Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB). 

Crítico do “silêncio” dos senadores sobre 2018, o deputado Capitão Wagner (PR) foi à capital federal cobrar definição de rumos da oposição e reforçar interesse de entrar na disputa.

“A oposição precisa se mover, porque o Camilo já está avançando e nós estamos parados. Eu não irei subir em palanque com Cid ou Ciro Gomes, então precisamos construir uma chapa para 2018”, disse Wagner.

Pela manhã, o deputado e pré-candidato ao governo se reuniu com Eunício em seu gabinete em Brasília. No encontro, o senador não descartou possibilidade de subir no palanque de Camilo em 2018, mas evitou antecipar qualquer definição.

Já em encontro com Tasso à tarde, o líder tucano reforçou estar fora do páreo para o governo do Estado. Em meio ao impasse, o senador também administra crise na presidência nacional do PSDB.

“Tasso ainda está muito envolvido com a questão nacional do PSDB. Então acaba que continua tudo como estava, estamos aguardando para ver quando vão ocorrer novas movimentações”, avalia Capitão Wagner.

Nos bastidores, o entendimento de outros opositores é de que Eunício já trabalha com objetivo de disputar a reeleição ao lado de Camilo. A pretensão, no entanto, não deve ser confirmada até o último momento por mútua “desconfiança” entre o peemedebista e os irmãos Ferreira Gomes, que devem lançar o ex-governador Cid Gomes (PDT) ao Senado.

A tese de aliança PT-PMDB, rejeitada pelo PSDB e por Capitão Wagner, tem amplo apoio dentro do próprio PMDB. Recentemente, pelo menos três deputados estaduais do partido abandonaram a oposição e indicaram aliados para cargos no governo. “E quem não indicou está tentando indicar”, diz um oposicionista.

“Confortável” na indefinição, Eunício não deve confirmar sua posição até o próximo ano. A demora é ruim para Capitão Wagner, que tenta se viabilizar candidato ao governo, e para o PSDB, que precisa construir palanque para candidato do partido à Presidência em 2018.

A reportagem do jornal O Povo tentou entrar em contato com Eunício Oliveira e Tasso Jereissati para comentar os encontros, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Com informações portal O Povo Online