19 de junho de 2015

Ceará tem maior crescimento do PIB no Brasil

O diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba, apresentou o resultado (Foto: Marcos Studart)
O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará apresentou avanço de 1,05% no primeiro trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014. O desempenho do Estado ocorre em um cenário nacional de retração, no qual a economia do Brasil registrou queda de 1,6%. No acumulado dos quatro últimos trimestres, o Estado aponta outro número positivo: 3,10% de alta. Para o fechamento de 2015, a previsão é de crescimento de 2% do PIB. 

A tendência de expansão acima da média nacional está mantida e reforçada na primeira estimativa de PIB do Governo Camilo Santana. Os números foram divulgados, na manhã desta quarta-feira (17/6), pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (Ipece). Segundo o diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba, o resultado decorre principalmente da expansão das atividades relacionadas ao setor de turismo e serviços públicos governamentais (3,29%). Setores como comércio e indústria de transformação tiveram retração.

Comparando com os estados brasileiros que realizam o cálculo de sua economia trimestralmente, a economia cearense obteve melhor índice. Apenas Ceará (1,05%) e Pernambuco (0,6%) apresentaram crescimento e os demais estados apresentaram índice negativos. “O Ceará conseguiu segurar a queda da atividade econômica no Estado,, diferentemente do que aconteceu em outros estados e no país. Isto se deu como resultado da dinâmica de setores relacionados ao turismo, especialmente “transporte” (0,93%) e “alimentação e alojamento” (3,03%), além dos serviços da “administração pública”, reforçou o dirigente.

Ataliba acrescenta, ainda, que esse desempenho reforça a vocação e o potencial já consolidado do Ceará na área do turismo, onde o estado apresenta vantagens comparativas importantes. “Os esforços do atual governo em fortalecer ainda mais esse segmento, como por exemplo, a construção do Acquário Ceará, são muito importantes”, destacou o diretor geral do Ipece, que acrescentou o fator cambial como estimulante para o turismo doméstico.

Quanto às perspectivas do Estado para este ano, o coordenador das Contas Regionais do Ipece, economista doutor, Nicolino Trompieri Neto, acredita que, mesmo num ambiente de incertezas da economia brasileira, o Ceará deverá ter um saldo em torno de 2%.

O setor de agropecuária foi o que apresentou maior crescimento (20,31%), cinco vezes superior ao crescimento nacional (4%). Em seguida, aparece o setor de serviços com índice de 0,73%. Por representar a maior fatia da economia cearense, o setor de Serviços se mantém como principal alavancador do PIB do Estado. Segundo dados do Ipece, o setor representa 73,8% da economia cearense, seguido de indústria (22,8%) e agropecuária 3,4%.

“O caminho será pelo lado do investimento e não, pelo consumo, pois a famílias estão no nível máximo de endividamento. Se você tem uma política de ajuste fiscal em nível nacional, isso influencia”, explicou Alexsandre Cavalcante, técnico responsável pelo setor de serviços do Ipece. Turismo e transporte são os principais responsáveis pelo índice positivo.

Já o crescimento da agropecuária foi puxada principalmente por crescimento do setor de bovinos e galináceos, (cerca de 20%), segundo a responsável pelo setor, Ana Cristina Lima.

Com relação à indústria, que obteve decréscimo (2,5%), mas ainda se manteve superior à nacional (-3%), Witalo Paiva, técnico responsável pelo setor no Ipece, aponta como perspectiva de crescimento a disposição do Governo do Estado em estimular o setor privado a investir. “Com as possíveis concessões públicas, podemos mudar os rumos para um ambiente favorável”, avaliou.

Com informações Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado