24 de agosto de 2013

Altaneirense destaca-se na XIV Semana de Economia da URCA

Adevanilton apresentando os trabalhos da ASPROTATA na URCA - foto acervo pessoal
O altaneirense José Adevanilton, estudante do VIII Semestre do curso de Economia da URCA, destacou-se na XIV SECON Semana de Economia da URCA com a apresentação do trabalho sobre AGRICULTURA FAMILIAR NO CEARÁ: O CASO DA ASSOCIAÇÃO ASPROTATA NO SITIO TABOQUINHA. 

Adevanilton destacou os principais projetos Associação dos Pequenos Produtores Rurais dos Sítios Taboquinha e Taboca, principalmente o projeto de geração de renda, o apoio a Agricultura Familiar, que garante uma renda extra a um grupo de mulheres de famílias de baixa renda, e dão apoio para que sua produção tenha um destino certo, destinando sua produção para merenda escolar do município de Altaneira.


Para o estudante os principais objetivos deste trabalho foram Analisar o desempenho da ASPROTATA para agricultura familiar no Sitio Taboquinha, comunidade do município de Altaneira- CE, destacando a atuação da mão de obra do gênero feminino, bem como enfocar a importância do associativismo como forma de concretização dos interesses coletivos e fortalecimento do desenvolvimento local, compreendendo a necessidade de políticas públicas para os agricultores familiares.

Através de aplicação de questionários ao grupo de mulheres pôde-se chegar aos resultados esperados. Em relação a faixa etária, 60% delas encontram-se entre 41 à 50 anos. Isso mostra que elas mesmas próximas da terceira idade não querem se acomodar em esperar a aposentadoria rural, e sim buscar novos meios de interação com a comunidade, ao mesmo tempo em que recebem uma renda extra. Quanto ao grau de Instrução, percebe-se a baixa escolaridade, dado que 50% delas cursaram o ensino fundamental incompleto, contra 20% que conseguiram concluir o ensino fundamental, e 30% desta mão de obra tem o ensino médio completo, o que representa a falta de melhores oportunidades, pois 70% não chegaram se quer ao ensino médio, sobrevivendo apenas da agricultura e não conseguiram entrar no mercado de trabalho de outros setores. Com relação à elevação renda, foi a mesma pra todas as entrevistadas, dado que o trabalho é em grupo, ou seja, 100% delas aumentaram a renda mensal em média de R$150,00. É uma quantia baixa, porém faz toda diferença para essas famílias, cuja a renda destas não representavam nem ¼ do salário mínimo e sobreviviam apenas com os recursos dos programas federais de transferência de renda, como o bolsa família, por exemplo.

Observou-se também o apoio dos gestores municipais, e foi possível verificar que os gestores deixaram muito a desejar. Pois tiveram muitas dificuldades com a parte burocrática. Em termos percentuais, a avaliação que dada pelo grupo, se ruim, bom, regular ou ótimo. Cerca de 60% não acharam bom, ao passo que, 40% considerou bom o apoio dado pelos gestores.

Quando se analisa as dificuldades enfrentadas, 50% das entrevistadas disseram não ter enfrentado nenhuma dificuldade, e evidentemente as demais se enquadraram em uma das dificuldades que constavam no questionário, ao passo que outras tiveram dificuldades financeiras (20%) ou burocrática (20%).

“Com esse trabalho podemos concluir que a associação ASPROTATA pode ser caracterizada como uma ação de construção cotidiana de relações sinérgica com um conjunto de organizações com as quais estabelece parcerias. A análise nos permite afirmar que este processo em curso tem possibilitado avanços consideráveis no que se refere à promoção do Desenvolvimento Local” sustentou Adevanilton.


O projeto de geração de renda da Associação possibilitou o aumento de renda das famílias participantes, garantindo melhorias nas necessidades básicas dessas pessoas, além de valorizar seu trabalho, garantindo sua permanência no campo. Nesta perspectiva verificou-se a grande importância da parceria entre as associações e os órgãos governamentais na concretização desses projetos de interesses coletivos.

Um comentário:

  1. Valeu meu Irmão. O futuro e as várias conquistas continuarão a vir. É só questão de tempo. Muito orgulhoso por ser sei mano e pelo seu comprometimento com os estudos.

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