8 de outubro de 2018

Recordista de votos no CE, Cid terá tarefa no 2º turno


Cid Gomes (PDT) foi eleito o senador com maior votação da história do Ceará. Com pouco mais de 3,2 milhões de votos, o pedetista superou o recorde anterior, de 2.688.833 votos, que pertencia à eleição de Eunício Oliveira (MDB) ao Senado em 2010.

Mesmo com uma campanha eleitoral focada na candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, Cid Gomes, que liderou as pesquisas de intenção de voto para o Senado, foi eleito antes mesmo do fim da apuração no Estado, quase duas horas antes da decisão da segunda vaga.

Para a cientista política Paula Vieira, do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia, essa era estratégia adequada, já que os Ferreira Gomes contam com "grande legitimidade, grande hegemonia" no Ceará.

"(Cid) já é conhecido no Ceará, saiu com grande aprovação (do Governo do Estado), ele não precisava fazer uma grande campanha, assim como Camilo não precisava", define.

Acompanhando o irmão após o fim da apuração presidencial, Cid não comentou a vitória no Senado. Mais cedo, durante a votação em Sobral, ele afirmou que o papel dele seria fiscalizar o Executivo e que "colocará o estado do Ceará acima de qualquer coisa".

Emanuel Freitas, professor de teoria política da Universidade Estadual do Ceará (Uece), acredita que Cid Gomes deve ter papel fundamental no Senado, mas que a posição que ocupará irá depender do resultado do segundo turno para presidente.

"(Se Bolsonaro ganhar, Cid) Será uma voz importante da oposição. Com Haddad, (teremos) Cid compondo o governo ou sendo importante soldado da base aliada", descreve.

A bancada cearense eleita para o Senado de se dividir antes mesmo daqueles que foram eleitos ontem assumirem. Emanuel Freitas aponta que o segundo turno presidencial deve separar lideranças políticas, entre elas Cid Gomes e Eduardo Girão (Pros).

"Segundo turno vamos ter um confronto de lideranças. Cid, Ciro e Camilo pedindo voto pro Haddad. Capitão Wagner, Eduardo Girão e André Fernandes, para o Bolsonaro", prevê Freitas. Ele acredita que Tasso Jereissati (PSDB) deve se manter neutro. "Não sei se ele vai perder o tempo dele com isso", supõe o cientista político.

Com informações portal O Povo Online