6 de setembro de 2026

Ato do PT toca "Rap do Silva" após Mendonça suspender jingle em horário eleitoral

Lula com Haddad, Marina e Simone Tebet em São Paulo (Foto: Ricardo Stuckert)

Ato do PT com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apoiadores apresentou o jingle "Rap do Silva". A música está suspensa de ser transmitida na propaganda eleitoral por não conter o nome de Geraldo Alckmin (PSB), candidato à vice em sua chapa à Presidência da República. O grupo de dança Machine Street apresentou uma coreografia para o jingle.

A suspensão foi aplicada pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última terça-feira (1º/9). A decisão será submetida ao plenário virtual do tribunal. A suspensão acatou a ação movida pelo senador e também candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Contudo, Mendonça restringiu a suspensão apenas ao jingle, o ministro não acatou o pedido para obrigar a coligação a identificar o vice-presidente em todas as propagandas futuras. O "Rap da Silva" poderá voltar a ser veiculado, se atender às exigências legais de menção a Alckmin, mas o jingle apresentado neste sábado (5/9) ainda não apresentou alterações.

Marina e Tebet participam de ato com Lula e Haddad em São Paulo

Candidatas ao Senado na chapa do presidente e postulante Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva e Simone Tebet participaram, neste sábado (5/9), de um ato político em São José do Rio Preto, São Paulo, ao lado do líder petista e do candidato ao Executivo estadual Fernando Haddad (PT).

A ex-ministra Simone Tebet convocou, em seu discurso, o eleitorado feminino para votar contra o atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

"A vocês mulheres! Essa é nossa responsabilidade e nós assumimos com amor. Nós assumimos com coragem. E aqui eu não posso encerrar sem falar que São Paulo pode, sim, tirar Tarcísio de Freitas da cadeira de governador. Que não respeita as mulheres, que não respeita a educação dos nossos filhos. (...) Vamos derrotar Flávio Bolsonaro, porque tal pai, tal filho, o pai acha que é uma fraquejada ter uma mulher", disse Tebet.

Já Marina Silva pegou o microfone para responder uma alegação dita por Tarcísio de Freitas de que a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente de Lula seria "fácil de derreter". "Tarcísio disse que a minha candidatura era fácil de derreter, essas foram as palavras dele. Preste atenção, ninguém derrete o coração de um povo”, afirmou.

Haddad chama associa crise no Master aos Bolsonaro

No mesmo ato em que Marina e Tebet falaram, o ex-ministro da Fazenda e candidato pelo PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, chamou o banco Master de máfia e associou ex-ministros do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente do Banco Central indicado por Bolsonaro, Roberto Campos Neto, à instituição financeira liquidada pelo Banco Central.

“O Master e o Daniel Vorcaro, sem dúvida, corromperam muita gente. Mas o Banco Master é produto da atuação de uma máfia no Brasil e tem nomes. O banco Master nasce, cresce e se desenvolve durante a gestão do presidente do Banco Central nomeado por (Jair) Bolsonaro. Fez negócio com três ex-ministros do Bolsonaro. Uma era mulher do sócio do Vorcaro, o outro recebia mesada de 500 mil e o outro fazia negócios espúrios com o Banco Master”, disse

Já Lula, em discurso realizado ao final do evento em São José do Rio Preto, voltou a falar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer acabar com o método de pagamento Pix e disse que vai pedir para Trump experimentar o modelo quando for à ONU. O petista discursará na abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro.

“O presidente dos Estados Unidos quer acabar com o Pix. Agora eu vou para a ONU, vou encontrar com o Trump e vou dizer para ele: Trump faça um Pix, que você vai ver como será bom”, disse o petista aos apoiadores.

Publicado originalmente no portal Correio Braziliense

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