1 de fevereiro de 2014

Juventude do Cariri vai ao Acampamento Nacional Anticapitalista

Foto: Márcio Feitosa
Junho de 2013 estará para sempre marcado em nossa memória e coração como representação da força coletiva das juventudes que saem às ruas e mostram revolta contra o sistema imposto. Junho acendeu em nós a fagulha da esperança de que, sim, é possível sonhar e alcançar um novo mundo. Com pedras e sonhos nas mãos, trememos as bases da sociedade. A batalha ainda não acabou. O ano de 2014 deve explodir com multidões ocupando seus lugares na cidade e gritando: copa para que(m)?

Como herança das Jornadas de Junho, surge o Acampamento Nacional das Juventudes Anticapitalistas. O evento aconteceu em Niterói, Rio de Janeiro, e reuniu cerca de 900 jovens de 18 estados do país, entre eles o Ceará, a fim de discutirem políticas públicas, educação, saúde, cultura, mobilizações sociais e estratégias para a juventude brasileira.
Foto: Raimundo Sores Filho
O Cariri cearense marcou presenta na construção desse novo coletivo. Foram quatro dias de viagem e quatro dias de evento. Uma delegação formada por 22 jovens caririenses enfrentaram mais de 2.130,7 k km de estrada para participarem do Acampamento, em sua maioria jovens já participam do movimento estudantil e movimentos sociais, como o Ocupa Juazeiro e o Movimento Passe Livre Cariri. Ao todo, do Ceará, foram mais de 50 pessoas.

Militantes de diversas áreas do movimento estudantil universitário; secundaristas; de combate a homofobia, ao machismo e ao racismo; lutadores do campo; indígenas; militantes da cultura e da favela; antiproibicionismo; e companheiros do Movimento Libres del Sul, do Chile e Argentina, entre outros se encontraram em quatro dias de evento e criaram um novo campo de juventude anticapitalista que continuará a articular as lutas sociais em frentes e intervenções no Brasil.
Foto: Arquivo do Acampamento
As mesas e debates do acampamento contaram com a presença do líder indígena  Ladio Veron Guarani-Kaiowas (MS) e Ash Ashaninka, da Aldeia Maracanã (RJ), também com Henrique Vieira, militante ecossocialista e Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Niterói, Roberto Leher, professor da faculdade de Educação UFRJ, ex-presidante do ANDES-SN, Ivanete Silva, da coordenação geral do sindicato estadual dos profissionais de educação do Rio de Janeiro [SEPE-RJ], Marcelo Durão, da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Rio de Janeiro, e Renato Cinco, sociólogo, vereador do Rio e militante antiproibicionista. 

O nome do novo movimento de juventude será definido nos próximos dias, com uma votação online com todos que participaram do acampamento, reafirmando assim o princípio da democracia interna na organização.