25 de fevereiro de 2014

Projeto que reduz vencimentos de professores será retirado de pauta na Câmara

Professores em reunião com o prefeito e secretários em Altaneira (Foto: João Alves)
Em reunião com os professores da rede municipal de ensino, efetivos e temporários, realizada ontem (24/02) no auditório da Escola Municipal 18 de Dezembro, ficou decidido que o prefeito municipal, Delvamberto Soares, encaminhará Mensagem solicitando a retirada do projeto de lei que definia os vencimentos dos professores contratados de forma temporária para o ano de 2014. 

O Secretário de Educação, Deza Soares, e o Secretário de Administração e Finanças, Ariovaldo Soares, defendia o projeto, que em síntese implicava em redução salarial dos profissionais em relação aos valores pagos no ano passado, como medida de redução das despesas com a folha dos professores, que segundo eles superam o percentual de 60% das receitas do FUNDEB.

Na reunião segundo o diretor do Sindicato dos servidores municipais de Altaneira, professor José Evantuil, não foi ventilada a possibilidade de reajuste da categoria que também não receberam reajuste no ano passado.

“O prefeito tinha pedido até março pra se posicionar. Essa semana surgiu com essa movimentação sem ter números de gastos em mãos, apenas com um rascunho com GB mostrou na foto. Tentamos ganhar tempo ouvindo os anseios da categoria domingo. É sabido que no mínimo temos direito aos 8,32%. Foi sugerido na assembleia de domingo uma paralização caso o reajuste passe em branco. O que a categoria desejar fazer vamos apoiar e tentar mobilizar” comentou o diretor.

O vereador Professor Adeilton postou no seu blog que o Prefeito anunciou que a proposta é aplicar 65% dos recursos do FUNDEB e não mais os 71,6% que aconteceu ano passado. Para isso seria necessário à contenção de despesas e essa proposta de reduzir o salário dos temporários já era uma das ações para alcançar essa meta. No entanto, entendia que os valores economizados seriam insignificantes. Registrou que se com as economias não fosse aplicados os 65% propostos, a sobra seria dividida com a categoria.

“Afirmamos que essa reunião não teria muito que se discutir. Pois, o Secretário deveria apresentar os valores da folha de pagamentos da forma que esta e os valores com as “economias”, para podermos entender melhor a situação e se teria sentido ou não tais economias, como ainda, saberíamos se haveria possibilidade de não atingir os 65% e assim proporcionar um reajuste a categoria” postou Adeilton.

Adeilton disse ainda que diante da proposta do prefeito fica claro que não haverá possibilidade de reajuste. Se afirmam ter gasto ano passado cerca de 71,6% e querem reduzir pra 65%, não haverá a mínima chance de propor algum percentual que venha ser da economia ou do não atingir os 65%.

“Saindo pela tangente o Secretário solicitou que os presentes se posicionassem a respeito da situação. Se os temporários permaneciam com o mesmo salário, isto é, se tudo continuaria como está? Ou se eram de acordo com a redução dos salários? Todos já sabem a resposta. Aclamaram pela permanência e continuar na luta pelo tão sonhado e esperado reajuste” comentou o vereador.