4 de março de 2015

Vereadores pedem ao Ministério Público apuração de irregularidades na concessão de Diárias na Câmara Municipal de Altaneira

Bancada do Solidariedade na Câmara Municipal de Altaneira (Foto: Junior Carvalho)
O vereador Edezyo Jalled (Solidariedade) comunicou em Plenário na Sessão Ordinária de ontem (03/03), que em virtude o indeferimento da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) requerida pelos vereadores do Solidariedade, foi protocolizado junto ao Ministério Público representação para que se apure os fatos. 

A representação, assinada pelos vereadores Edezyo Jalled, Deza Soares e Flávio Correia, faz referência ao pedido de criação de CPI e reproduz os argumentos citados no requerimento que foi indeferido pela presidente da Câmara.

Esta é a segunda representação com pedido de apuração de irregularidades da gestão da presidente da presidente da Câmara Municipal, vereadora Lélia de Oliveira. A primeira trata-se de pagamento de serviços do portal oficial do Legislativo que praticamente não é atualizado.

Os vereadores comunicaram ainda que não recorreram para o Plenário, pois a decisão seria a mesma, uma vez que o líder da bancada da maioria também já se posicionou contrário a instalação da CPI que cita pagamentos em valores superiores a R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais) nos exercícios financeiros de 2013/2014.

Em entrevista ao jornalista Amauri Alencar do jornal Diário do Nordeste a presidente rebateu as acusações sobre pagamento irregular de diárias “Arquivei o pedido de CPI, não por ter medo, mas porque todos os atos que pratiquei estão dentro da legalidade”, afirmou Lélia.

A resposta da presidente contraria até a sua própria decisão que indeferiu a CPI, no Despacho publicado ela cita que não existe fato determinado para a instalação da CPI.

Sem mencionar nomes Lélia disse que todos os parlamentares receberam diárias e também que “há aqueles que moram na zona rural e se deslocam para assistirem às sessões na sede do município, mesmo porque há dispositivo legal para amparar essa concessão”.

Da defesa a presidente parte para o ataque e lembrando que na gestão do ex-presidente Deza Soares foram pagas diárias no valor total de R$ 11 mil para o próprio presidente na época.

Sobre o pagamento a empresa de informática esclareceu que os serviços eram de manutenção, e não de atualização do site com informações por meio de assessoria de comunicação.

“Posso esclarecer tudo ao Ministério Público e à Justiça e se tiver CPI que seja para apurar fatos desde 2011” concluiu a presidente.